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domingo, 24 de abril de 2011

Isso...

Ela: O que será de nós?
Ele: Isso...

"Isso...". Até que um dos dois se canse, será "isso..."! Só nos resta esperar para sabermos quem será o primeiro. Talvez um deles até já tenha se cansado. É verdade que eles se lembrarão com carinho um do outro, por um tempo, talvez pelo resto de suas vidas. Mas será como uma lembrança apenas, como um quase possível que não foi possível, que por motivos que jamais saberemos, nunca chegou a ser algo efetivamente. Claro que "isso..."  não foi o esperado por nenhum deles, não foram essas as expectativas criadas, não foram essas as projeções que um lançou sobre o outro. Mas é o que a vida reservou para eles. Poderia ter sido uma bela história de amor.

sábado, 16 de abril de 2011

Das Palavras Nunca Ouvidas

Mesmo quando faltam palavras, ainda assim, sempre sobram sentimentos (expectativas, angústias, culpas, medos, desejos...).
Mas o tempo deles passou e o que precisava (e deveria) impreterivelmente ser dito, ficou transitando só na ideia. De um, do outro, quem sabe dos dois.
Simplesmente sentir não foi suficiente, apesar de essencial! Algumas coisas precisam ser explicitadas, focadas, direcionadas, ditas e principalmente, ouvidas. São as palavras que legitimam o sentir, são as palavras que fazem o outro ter vontade de seguir em frente, de dar o próximo passo, são as palavras que dão retorno e segurança para quem espera por um sinal, por um sinal qualquer.
Das palavras não ditas: "quero você", "preciso de você" ou "gosto de você", que poderiam ter mudado o desfecho de tudo, que poderiam ter sido o início de algo. Essas poucas palavras que nunca foram ouvidas...
Mas agora o tempo deles já passou...