sexta-feira, 28 de outubro de 2011

Um Brinde a Sua Ausência


Como todos os dias... tomei meu café, abri as janelas, acendi um cigarro, caminhei pela casa, senti sua falta.


Saí na rua e lá estava o sol, imponente acima de nossas cabeças. A primavera compondo com cores e odores a solidão urbana de quem segue apressado.
Melancolicamente pensei em você mais uma vez, e estranhamente percebi que todas as coisas ao meu redor não mais exalam seu cheiro.


Assim, caminhei sorrindo pela rua, brindando a sua ausência, lamentado o inverno chuvoso.


quarta-feira, 26 de outubro de 2011

E Outro Dia...


E o mais incrível de se descobrir, em meio ao caos interior, é compreender que o pior já passou e, felizmente, nem percebemos. É descobrir que  nesse exato momento não mais queremos fugir, nem  muito menos fingir.  E quando essa realidade tão desejada, tão esperada chega até nós, pelas palavras precisas de um amigo, lembramos que ainda vale a coragem, que ainda vale o sonho, que ainda vale o apreço.

Obrigada, meu amigo!

terça-feira, 25 de outubro de 2011

Mais um dia...


Mais um dia se inicia. Novamente a claridade do Sol rompe o breu da sua própria ausência, mesmo estando nublado. O café gotejava na cozinha, seu aroma inundava cada canto meu. Saí na rua e vi as pessoas esquivando seus rostos da chuva. Água é água, seja na chuva, seja na torneira, seja no meu café. Encarei-a de frente, libertei-me dos pensamentos para me vestir de vida, de realidade. Esse foi meu banho matinal, cotidiano, mas nem por isso igual a todos os outros. Foi o banho que me fez despertar de tudo aquilo que eu sonhava viver.




P.S.: Quando as palavras são como presentes.


segunda-feira, 24 de outubro de 2011

Porque já não existem segredos...


... e a dor que sinto não é suficiente para apagar as lembranças.

Aos nossos momentos, dedico essa canção.



domingo, 23 de outubro de 2011

Estou Aqui, Só


Foi-se o tempo, o nosso tempo...
Agora estou aqui, sem você, só.


E aquelas suas velhas palavras, que me fizeram acreditar na ilusão do começo, onde se esconderam?
E a realidade do silêncio, do que restou depois do fim, onde se exilou?


Simplesmente, sei que não é mais possível que devolvas meu tempo.
Já não posso exigir mais nada.


P.S.: Tenho direito de sentir sua falta. Tenho razão em me sentir só.





domingo, 16 de outubro de 2011

Mais um Domingo de Chuva


Meus pensamentos insistem em não seguir a racionalidade (antes tão minha).
O óbvio já não procura fazer nenhum sentido, a busca pelo entendimento de tudo ou nada atravessa madrugadas insones.


Então, pelo amanhã, aceito a chuva, o domingo e a sua ausência.


P.S.: Escrever sobre você se torna cada vez mais complicado. Talvez você tenha apagado roubado as minhas palavras naquela última noite de inverno.


quarta-feira, 12 de outubro de 2011

segunda-feira, 10 de outubro de 2011

Trilhos

E assim, se existe a possibilidade de escolha...




existe a realidade de uma renúncia.



terça-feira, 4 de outubro de 2011

Feast of Love!


Um verdadeiro Banquete do Amor! Um filme que fala do amor em todas as suas formas, e em seu tom mais sincero, algumas vezes cruel, outras vezes consolador. Com todos os seus encontros e desencontros possíveis. Com todos os seus começos e recomeços necessários.
E se fala de amor... fala da vida, fala da morte, fala da procura. Fala do amor em sua fraqueza e em toda sua força, com seus labirintos e caleidoscópios, ironias e frustrações.



Um belo filme!


sábado, 1 de outubro de 2011

Depois de Tantos Ontens


Pela janela, a luz dos carros colore a sala escura.
No toca discos, a voz de Ella Fitzgerald, misturada ao som da chuva, dissolve as lembranças melancólicas de ambos.

O mundo voltou a fazer sentido, pelo menos para esses dois.

Os livros e discos dele agora voltam a ocupar o lugar na estante que ficou vazio por um tempo, talvez até necessário.
Sobre a mesa, a garrafa de vinho, agora vazia.

Ele não diz nada, se conforta em apenas sentir.
Ela o observa em silêncio, como  quem já não precisa mais esperar por nada.

Depois de tantos ontens e um inverno chuvoso e alguns desencontros, eles voltaram a ser eles.
E isso basta.