terça-feira, 31 de maio de 2011

Ela se foi...


Depois de tanta ausência, tantos desencontros, eles se permitiram mais um encontro. E tudo foi como deveria ser: Perfeito!
Por algumas horas, foram esquecidas as mágoas anteriores e as frustações passadas.
Eles voltaram a ser "nós" novamente, por uma noite apenas e, talvez, pelo tempo necessário.
Eles tinham tanto o que falar um para o outro, mas se calaram. Todos os planos foram refeitos relembrados por ambos, em silêncio.
Mas dessa vez, quem foi embora (como uma medida desesperada de covardia), foi ela.
Ela simplesmente se foi...
E ele nada fez para impedir!

P.S.: Apesar desse ser um dos meus preferidos, talvez pela sua simplicidade, pelo seu tom de incerteza, ou até mesmo pela sua tristeza, sempre considerei que faltava algo nesse texto...

Eis o que faltava:






Efeitos Primários de Das Ironias

domingo, 29 de maio de 2011

Das Ironias


Já faz alguns meses daquele último encontro, daquele dia em que ela se foi, daquele dia em que ele permitiu que ela se fosse.

Todos os dias ela perde o sono, e se pergunta que amargo é esse que ela sente quando percebe que talvez ele não volte.
Todos os dias ele perde o foco, e se questiona que sensação é essa que o faz caminhar lento sem saber por onde ir.

Ela se lamenta por tamanha covardia em não ter se permitido mais uma tentativa.
Ele se culpa por não ter tido coragem de impedir que mais uma vez ela partisse.

Talvez essa relação vá muito além de não poder ou não saber esquecer, eles simplesmente não querem desistir um do outro. Como uma espécie de alienação sentimental, eles precisam lembrar um do outro a cada dia. Eles parecem já estar acostumados a esse silêncio, a essa ausência, a essa certeza de que um dia tudo ficará bem novamente.

Só nos resta saber se é por fraqueza, força ou estupidez, que um ainda espera pelo outro?


Efeitos Secundários de Ela se foi...

segunda-feira, 23 de maio de 2011

As coisas poderiam ser de outro jeito...


Hoje não vou escrever sobre (des)encontros, (des)afetos, paixões... Preciso falar de algo muito mais difícil, pelo simples fato de se tratar de uma relação onde não existem jogos, por se tratar de uma relação ingenuinamente sincera.
Atualmente sou extremamente realizada com a profissão que escolhi. Acredito ser uma das profissões mais gratificantes, se não a mais, apesar de todos os contratempos que se encara ao escolher ser professor em nosso país. Claro que desilusões, cansaço, desânimo fazem parte desse trajeto. Mas na maioria das vezes basta um sorriso sincero, um abraço, um olhar de agradecimento, para que eu tenha certeza de estar no caminho certo, de saber que posso  fazer a diferença na vida de alguém, de estar segura que é isso que quero continuar fazendo. 
O fato é que hoje recebi uma notícia que me deixou muito triste, mesmo entendendo que nada posso fazer, o sentimento de impotência se fez presente. Mais uma vez percebi que o mundo pode sim ser cruel, principalmente com as crianças. Percebi ainda que, muitas vezes, o pouco que fazemos, pode significar muito para quem recebe o gesto. 
As coisas poderiam ser de outro jeito...



sábado, 21 de maio de 2011



Eu queria muito você aqui comigo agora.
Nem que seja por alguns minutos apenas.
Nem que seja para saudarmos o silêncio.
Eu queria muito eu aí com você agora.



sexta-feira, 20 de maio de 2011

Hoje eu só queria te dizer...

Que sinto muito sua falta.
Que ainda penso bastante em  você.
Que continuo buscando explicações para seu silêncio, para sua ausência.
Que te procuro em personagens de filmes e livros, e nas pessoas ao meu redor.
Que viveria/tentaria tudo mais uma vez.
Que mesmo você não pedindo, eu esperaria esperarei por você.
Mas o que posso fazer se certos presságios me paralisam, e impedem qualquer movimento em sua direção.
Hoje eu só queria te dizer isso.



domingo, 15 de maio de 2011

Dos Textos e Vivências

Nos momentos em que decidimos não mais viver pelos ontens, percebemos que nunca é assim tão simples. Como se fosse suficiente colocar ponto final, pular para linha nova, começar um novo parágrafo, e adequar o tempo verbal a nossa necessidade sentimental.
Os tempos em que conjugamos nossos verbos, são tempos de conjungações particulares,  não são assim tão práticos, não são assim tão simples, não seguem nenhuma gramática. Para essas conjugações não existem regras, existem sim, sempre ou quase sempre, exceções. E são dessas exceções que vamos formando nosso passado/presente/futuro com todas as variações possíveis, e algumas vezes, impossíveis.
Os textos sempre podem ser reeditados, recorrigidos, revisados, e até mesmo apagados... Já os sentimentos e vivências, não, apesar das possibilidades infindáveis de ressignificá-los, das possibilidades infinitas de releituras.

sábado, 14 de maio de 2011

Melhor Assim...



Da mesma maneira que sinto necessidade de pedir que você não me procure mais, sinto, na mesma proporção, necessidade de saber de você, de saber das suas coisas.

Tudo parece tão complicado que é melhor assim... manter a distância e nos permitir o silêncio é mais seguro, porém nada indolor.

Me sinto confusa e, ainda sinto vontade de você! Já me livrei das coisas que me lembravam "nós", mas isso não diminuiu em nada minha angústia, minha frustração. Já nem encontro palavras que possam descrever fielmente o que sinto, o que me atormenta ainda mais. 
Me culpo pelo excesso de pensar e pela falta de agir. Ensaio telefonemas que nunca são dados, rascunho e-mails que não são enviados.

Vivo nessa dinâmica constante de te buscar, em que tantas vezes me perco, e outras poucas me encontro...


domingo, 8 de maio de 2011

Ele...


É intenso.
É frágil
É singular.
É ponderado.
Tem uma certa tristeza melancolia em seu olhar... e, talvez por isso mesmo, seja tão vivo!
Tem defeitos que se dissolvem nas qualidades... e, quem sabe por isso também, seja tão real!
É quem eu sempre procurei.
Eu o levaria comigo para qualquer lugar.
Mas agora, ele se foi, e não sei se vai voltar.
Hoje consegui assumir que a ausência dele ainda me perturba.


segunda-feira, 2 de maio de 2011

Dos Prazos Para Recomeçar


Venho me questionando há alguns dias a respeito do prazo de validade dos relacionamentos.  Afinal, os sentimentos são ou não são perecíveis? Sempre acreditei que eles começam da mesma maneira como terminam.  Não é possível sabermos o momento exato de seu  início, nem de seu fim. Se é que existe  fim, pois sempre permanece algo: boas lembranças e, até mesmo mágoas (nesse caso, vai depender da maturidade de quem sofre, saber administrar e entender que um relacionamento é feito por duas pessoas e, jamais, somente uma delas poderá ser a responsável pelo the end).

Mas ainda assim, por que é tão dificil deixar de lado as decepções e frustrações anteriores, mesmo quando estas já superadas, para ceder e, assim, permitir novas possibilidades, novos (re)começos?
Quando evitamos viver algo, sofremos de qualquer jeito! A política do tudo ou nada nunca será suficiente para os casos de amor...

Mesmo que o movimento de (re)começar seja inquietante e aflitivo e, por vezes venha carregado de dúvidas, medos, anseios e receios... Sempre podemos arriscar mais uma vez e outra vez ainda, certo?




Por tudo isso, sempre podemos (re)começar!