sexta-feira, 30 de dezembro de 2011

O Natal Já Passou


Quero sempre relembrar da sensação refrescante dos banhos de chuva, nas tardes quentes de verão; da espera no cinema pelos filmes dos trapalhões; do gosto sempre desejado do algodão doce; da crença nos contos de fadas; dos castelos construídos na areia da praia; da bagunça com os primos na casa dos avós; dos sonhos de poder ser qualquer coisa quando crescer; da vida simples; da ansiedade sadia pelo próximo verão, pelo próximo natal, pelo próximo ano.


Feliz 2012!


P.S.: E onde as lembranças dançam, é onde quero me encontrar no ano que vem.


quarta-feira, 28 de dezembro de 2011

Palavras Para o Ano Velho


Talvez meus escritos tenham perdido seu significado, pelo menos para você. Mas sempre ficam palavras por serem ditas...

Apesar de me consolar, saber, que estás preso em suas próprias entrelinhas, lamento a crueldade com que o mundo brinda seu sofrimento.




P.S.: Feliz ano velho, Meu Querido!

segunda-feira, 19 de dezembro de 2011

Na Sombra

Ele não disse:

"... e quando eu realmente parecer ter ido embora, então, por favor, lute por mim. 
É nesse momento em que estarei mais perdido."





segunda-feira, 12 de dezembro de 2011

Hora da Partida Anunciada



E foi assim, por um piscar de olhos, que nos perdemos de nós mesmos.
Já não lamento nossos tantos desencontros. Eu procurava amor, enquanto desejavas liberdade.
Quando nos encontramos novamente, simplesmente sorria. Como desaprendi a decifrar teu silêncio, dispenso então tuas palavras.


Momentaneamente, despeço-me de ti, de nós.


P.S.: Não me pergunte por que, ainda vejo beleza em seu sorriso.



sexta-feira, 9 de dezembro de 2011

domingo, 4 de dezembro de 2011

Nem Toda Flor Precisa Ter Espinho



Sem ois, sem intenções e sem pretensões, foi assim o nosso encontro.
Simples como uma volta no tempo. 
Foi bonito ver que cada um seguiu seu caminho, sem culpas, sem expectativas.


P.S.: O silêncio sempre nos vestiu bem.


sexta-feira, 25 de novembro de 2011

terça-feira, 22 de novembro de 2011

Eu Te Deixei Partir...


Das tentativas vãs de tocar onde minhas palavras não alcançam...




P.S.: Mas agora, nenhuma palavra será capaz de explicar o fim.



quinta-feira, 17 de novembro de 2011

Já Não Quero Gostar do Verão



Quiseste escolher teus sonhos, quando apenas precisei que tiraste essa venda de nossos olhos.

Melancolicamente, tudo aqui se transformou em ilusão, como sentimentos soltos, ideias abstratas...que se perderam de nós.

Não restam mais desculpas. Agora me ocupo com teu silêncio, tua ausência e a saudade.



terça-feira, 15 de novembro de 2011

segunda-feira, 14 de novembro de 2011

domingo, 13 de novembro de 2011

Embale meus sonhos...


Essa noite sonhei com você.
Senti uma tristeza real em seu olhar.
Nossos olhares se cruzaram, mas cada um seguiu seu caminho, sem palavras, sem qualquer movimento ou tentativa de aproximação.
De todos os (des)encontros, esse foi o mais assustador, foi como se estivesse deixando de te reconhecer.



"Embale meus sonhos para que eu volte a dormir"

foi o que ensaiei te dizer.


quinta-feira, 10 de novembro de 2011

E assim, Sigo...


A primavera caminha lentamente, sem pressa de ir embora, ao contrário de você. Sei que agora é só questão de tempo, pouco tempo, até que o teu mundo não me desperte mais nenhuma curiosidade nenhum interesse.
Meus ouvidos não mais buscam teu tom de voz nas tantas vozes que me cercam. Meus olhos já não procuram teu vulto entre anônimos que cruzam meu caminho. Estou me acostumando a não esperar sua volta. Estou aprendendo a viver sem você. Compreendi que o silêncio nada mais é que ausência de palavras, ou quem sabe, sentimentos. E assim, sigo...

sábado, 5 de novembro de 2011

Já Choveu


Hoje eu vi você. De longe, por alguns segundos... Senti como se tudo ao meu redor tivesse parado naqueles instantes, esperando para saber o que iria acontecer. Mas você não me viu. Uma sensação esquisita nova me fez relembrar que é preciso que cada um continue seu caminho. Afinal, foi isso que decidimos naquele último encontro, certo?

Lembrei do tempo em que eu sabia ouvir decifrar teu silêncio. Folheei aquele livro, e aquela dedicatória ainda guarda o nosso sonho. Ouvi aquela música, e por ela, preciso saber se ainda lembras de nós. Será possivel esquecer tudo?


P.S.: O teu silêncio sempre foi minha fraqueza.



sexta-feira, 28 de outubro de 2011

Um Brinde a Sua Ausência


Como todos os dias... tomei meu café, abri as janelas, acendi um cigarro, caminhei pela casa, senti sua falta.


Saí na rua e lá estava o sol, imponente acima de nossas cabeças. A primavera compondo com cores e odores a solidão urbana de quem segue apressado.
Melancolicamente pensei em você mais uma vez, e estranhamente percebi que todas as coisas ao meu redor não mais exalam seu cheiro.


Assim, caminhei sorrindo pela rua, brindando a sua ausência, lamentado o inverno chuvoso.


quarta-feira, 26 de outubro de 2011

E Outro Dia...


E o mais incrível de se descobrir, em meio ao caos interior, é compreender que o pior já passou e, felizmente, nem percebemos. É descobrir que  nesse exato momento não mais queremos fugir, nem  muito menos fingir.  E quando essa realidade tão desejada, tão esperada chega até nós, pelas palavras precisas de um amigo, lembramos que ainda vale a coragem, que ainda vale o sonho, que ainda vale o apreço.

Obrigada, meu amigo!

terça-feira, 25 de outubro de 2011

Mais um dia...


Mais um dia se inicia. Novamente a claridade do Sol rompe o breu da sua própria ausência, mesmo estando nublado. O café gotejava na cozinha, seu aroma inundava cada canto meu. Saí na rua e vi as pessoas esquivando seus rostos da chuva. Água é água, seja na chuva, seja na torneira, seja no meu café. Encarei-a de frente, libertei-me dos pensamentos para me vestir de vida, de realidade. Esse foi meu banho matinal, cotidiano, mas nem por isso igual a todos os outros. Foi o banho que me fez despertar de tudo aquilo que eu sonhava viver.




P.S.: Quando as palavras são como presentes.


segunda-feira, 24 de outubro de 2011

Porque já não existem segredos...


... e a dor que sinto não é suficiente para apagar as lembranças.

Aos nossos momentos, dedico essa canção.



domingo, 23 de outubro de 2011

Estou Aqui, Só


Foi-se o tempo, o nosso tempo...
Agora estou aqui, sem você, só.


E aquelas suas velhas palavras, que me fizeram acreditar na ilusão do começo, onde se esconderam?
E a realidade do silêncio, do que restou depois do fim, onde se exilou?


Simplesmente, sei que não é mais possível que devolvas meu tempo.
Já não posso exigir mais nada.


P.S.: Tenho direito de sentir sua falta. Tenho razão em me sentir só.





domingo, 16 de outubro de 2011

Mais um Domingo de Chuva


Meus pensamentos insistem em não seguir a racionalidade (antes tão minha).
O óbvio já não procura fazer nenhum sentido, a busca pelo entendimento de tudo ou nada atravessa madrugadas insones.


Então, pelo amanhã, aceito a chuva, o domingo e a sua ausência.


P.S.: Escrever sobre você se torna cada vez mais complicado. Talvez você tenha apagado roubado as minhas palavras naquela última noite de inverno.


quarta-feira, 12 de outubro de 2011

segunda-feira, 10 de outubro de 2011

Trilhos

E assim, se existe a possibilidade de escolha...




existe a realidade de uma renúncia.



terça-feira, 4 de outubro de 2011

Feast of Love!


Um verdadeiro Banquete do Amor! Um filme que fala do amor em todas as suas formas, e em seu tom mais sincero, algumas vezes cruel, outras vezes consolador. Com todos os seus encontros e desencontros possíveis. Com todos os seus começos e recomeços necessários.
E se fala de amor... fala da vida, fala da morte, fala da procura. Fala do amor em sua fraqueza e em toda sua força, com seus labirintos e caleidoscópios, ironias e frustrações.



Um belo filme!


sábado, 1 de outubro de 2011

Depois de Tantos Ontens


Pela janela, a luz dos carros colore a sala escura.
No toca discos, a voz de Ella Fitzgerald, misturada ao som da chuva, dissolve as lembranças melancólicas de ambos.

O mundo voltou a fazer sentido, pelo menos para esses dois.

Os livros e discos dele agora voltam a ocupar o lugar na estante que ficou vazio por um tempo, talvez até necessário.
Sobre a mesa, a garrafa de vinho, agora vazia.

Ele não diz nada, se conforta em apenas sentir.
Ela o observa em silêncio, como  quem já não precisa mais esperar por nada.

Depois de tantos ontens e um inverno chuvoso e alguns desencontros, eles voltaram a ser eles.
E isso basta.



domingo, 25 de setembro de 2011

Palavras Extraviadas


Ah, meu querido, só agora consigo perceber que você tinha razão em tantas coisas...
É triste entender que o tempo, precisamente errado, foi o causador de tantos desencontros desejados e por que não dizer, necessários.


P.S.: Apesar de tudo, eu ainda sinto, e muito.


sábado, 24 de setembro de 2011

Primeira Chuva


Encontros pela metade.

Conversas inacabadas.


Aquela ideia fixa de... quem sabe outra hora, outros reencontros possíveis, aqueles mesmos antigos sentimentos...


E essa primeira chuva da primavera, que faz com que acreditemos ainda em tudo outra vez.



sexta-feira, 23 de setembro de 2011

Por Essa Nova Estação


Eu só preciso de uma moldura nova para seu retrato já desbotado.

Eu só preciso de uma janela velha para as projeções dessa nova estação.



quarta-feira, 21 de setembro de 2011

Agora, Um Quase Inimigo


Cobriu o rosto, tentando esconder seu segredo da multidão.
Caminhou devagar, buscando evitar o tropeço dos pensamentos confusos.
Dormiu sem sonhos, querendo apagar as lembranças dessa triste estação.

Tentou esquecer...

Mas ela só conseguiu sentir saudade.



segunda-feira, 19 de setembro de 2011

domingo, 18 de setembro de 2011

E foi assim...


Ah, meu querido, é triste!
Nos momentos em que precisamos partir... É triste!

Depois de um tempo, entendemos que as partidas são recomeços, tanto para quem parte, como para quem fica.
Percebemos que aquele gosto amargo, sentido no momento exato da partida, tornar-sé-á lembrança doce e, algumas vezes, fresca como o cheiro do hortelã.

E foi assim, com o inverno chegando ao fim...
Que eu deixei de te amar. Que eu te deixei partir.



sexta-feira, 16 de setembro de 2011

Então, espere eu considerar...

 
A respeito do post anterior...
 
Então, esse texto se fez básico, de palavras simples, sentimentos singelos, como uma espécie de resgate de minhas histórias e lembranças.
 
Jamais pretendeu ser foco de interpretações ou discussões.
 
Nele, não foi preciso criar enredos, disfarçar sentimentos, ocultar identidades. Por ele, não foi necessário modificar nenhuma palavra da escrita original, e talvez, tenha sido também, o primeiro texto que em nenhum momento exitei em publicar.  
 
 
E Como Uma Canção da Jovem Guarda, nasceu leve, ingênuo, sem pretensões.
 
 
Ele se fez assim, meu, do início ao fim.
 
 
 
 

segunda-feira, 12 de setembro de 2011

Como Uma Canção da Jovem Guarda


Vaidades à parte, o meu mundo cabe muito bem nessa mala.


Nela, cabem aquele jeans desbotado, o all-star surrado, as outras tantas coisas básicas e simples, necessárias para sobreviver.
Nela, preciso que caibam meus livros (por hora bastam aqueles doze de cabeceira), alguns poucos cds (são poucas as canções que realmente quero levar comigo).
Nela, estarão depositados os sonhos, as lembranças, as recordações...
Nela, não pode faltar a câmera fotográfica (tenho desejo de eternizar os momentos cotidianos, gosto de registrar desconhecidos, tento escrever com luz meus sentimentos atualmente tão confusos).

Sempre tive muita vontade de ir embora, para qualquer lugar, diante do mais simples obstáculo, do menor desafio... Mas hoje, apesar da incerteza de muitas coisas, que espero superar, quero ficar, como nunca quis.
Enfim, não tenho mais pressa.
Posso escrever da maneira que bem entender.

Aos que me acompanham, meu carinho sincero!

domingo, 11 de setembro de 2011


Eu só queria te contar da minha solidão...



P.S.: Mas o mundo parece não querer fazer sentido.



quinta-feira, 8 de setembro de 2011

Era Mais Uma Vez


Tinha tanta coisa para te dizer...
mas preferi o silêncio.



P. S.: São esses os momentos em que o silêncio se torna ensurdecedor.

terça-feira, 6 de setembro de 2011

Porque Chove Lá Fora


Desde o dia em que ela se foi, os mesmos desatinos nostálgicos pairam em seus pensamentos.
Ela não chora.
Ela simplesmente espera, mesmo sem querer.
O mundo já não precisa fazer sentido.

quinta-feira, 1 de setembro de 2011

Palavras a Um Quase Desconhecido

Nessa ordem aleatória de desejos, renúncias, confusões...  fica a certeza que você me faz mais mal que bem.

Por isso, me deixe ir de vez.

Talvez seja o momento errado de partir...
Talvez me arrependa já amanhã...
Mas preciso me libertar dessa teia de sentimentos, expectativas e falsas ilusões.

É com carinho que te desejo boa sorte na tua vida.



quarta-feira, 31 de agosto de 2011


Já Nem Sei Onde Larguei Meus Sonhos.

P.S.: Não existem palavras, só silêncio.


segunda-feira, 29 de agosto de 2011

Queria Poder Desenhar Um Mundo Meu


Ainda é cedo.
Abro a janela.
Acendo um cigarro.
Caminho descalço pela casa.
Mergulho nas lembranças.
Penso no silêncio que nos separa.
Tolero sua ausência.
Desejo um dia com mais sol.



domingo, 28 de agosto de 2011

Entre Domingos e Palavras

E essa mistura de tristeza e saudade que me dá nos dias de domingo. Uma tristeza leve, melancólica, indolor. Uma saudade real, paciente, solúvel.
Sei que os dias de domingo não deveriam terminar assim...
Então, quem sabe seja melhor deixar essas palavras para mais tarde.

Talvez ainda não tenha aprendido a respeito das várias formas de solidão.
Me perco nesse universo particular, constantemente caótico, precisamente emocional, raramente racional...
Talvez essa minha confusão interna não desperte sua compaixão.
Poderia dizer mais, sentir menos...
E quem sabe,  por isso também, seja melhor eu me calar.

Estranhamente, não me esforço para tirar você de meus pensamentos. 
Mas tudo isso... bem... tudo isso você já sabe...


P.S. Carrego a certeza de que os domingos sempre terminam.


sábado, 27 de agosto de 2011

Fim de Tarde


Ela já nem quer saber.
Ele já nem se importa.

Nem sempre foi assim...

Antes, perdidos no turbilhão de tantas expectativas e raras palavras.
Agora, cada um dono de si, seguros em suas renúncias.

E de tudo restou a certeza de que nunca é fácil partir seguir.

sábado, 20 de agosto de 2011

Logo Ali, Uma Janela


...
As lembranças fixas pairam ainda como tatuagens nas memórias.
Depois de tudo, ficou continua o livro sobre a mesa.
Da janela aberta, é possível ouvir o barulho do mar ao longe.
Pela mesma janela a luz, desse entardecer de inverno, colore de amarelo as paredes antes pálidas.
...

Assim, ela sorri sútil, já sem pressa, mas persistente.

Então, quem sabe amanhã...


segunda-feira, 15 de agosto de 2011

Pelas Nuvens de Algodão Doce



Antes que o dia acabe...
e o hoje se torne ontem...
 eu só quero te lembrar...
 que eu ainda me permito acreditar em happy ends.



sábado, 13 de agosto de 2011

Esse Cheiro de Sol


Quase trouxe aquelas recordações.
Tentei lembrar...
Foi como se todas aquelas poucas lembranças, estranhamente, tivessem se tornado ausentes, distantes.
Tentei tocar em qualquer coisa abstrata, não consegui.
Caminhei sozinha pela praia, sem te buscar.
O barulho do mar, de súbito, se transformou em silêncio.
Não lamentei essa desconhecida espécie de solidão.
Para além de tudo, estava eu perdida de mim mesma.
Foi um belo dia hoje, mas o sol não conseguiu dissolver a frieza do talvez.



P. S.: E se existe sol, existem sombras.



quinta-feira, 11 de agosto de 2011

Caminhando ao Sol


Os encontros pela metade.
As conversas inacabadas.
A espera pelo próximo encontro.
A possibilidade de um novo recomeço.
O querer que não perece.

Assim passam os dias.
Assim seguem eles.

Quem sabe no próximo domingo de sol, eles voltem a se encontrar neles mesmos.

terça-feira, 9 de agosto de 2011

Como Um Vício


O que você não sabe é que, apesar de todos os presságios, te creio mais real a cada defeito descoberto... me obrigo a encontrar sinais, onde possivelmente estes não estejam... me desconheço, em todas as tentativas vãs de te decifrar... te reconheço em vultos e sombras de anônimos, que cruzam meu cotidiano...

O que você talvez não queira saber, é que insisto em recriar esse faz de conta particular a cada dia, na ilusão de que sua ausência se torne presença.


sexta-feira, 5 de agosto de 2011

terça-feira, 2 de agosto de 2011

Na Sua Sombra


Desculpe, mas não posso continuar assim... como se nada tivesse acontecido.
Sempre foram tantas as palavras planejadas para te dizer.
Sempre foram tantas as palavras desejadas para ouvir de ti.
Desculpe, mas não consigo continuar aqui!



segunda-feira, 1 de agosto de 2011

Caminhando na Chuva


Meus pensamentos tentam fugir de você, mas então a chuva vem... e toda aquela melancolia, que essa mesma chuva brinda os poetas, faz com que sua ausência seja bem-vinda...

Assim, caminho pela chuva, esperando que meus pensamentos, outra vez ainda, se percam de você.



domingo, 31 de julho de 2011

Naquele Mesmo Lugar


Aquele mesmo sentir. Aquele sentir que nunca falta. Aquele sentir que nunca sobra.
Que faz com que ruídos e silêncio se misturem, e estranhamente, se equilibrem.
Lá estão eles, naquele mesmo lugar, acreditando em tudo, mais uma vez.


sábado, 30 de julho de 2011

Pelas Folhas no Chão


Ela não disse:

"Sou medrosa, e quando ficar com medo,
e isso vai acontecer logo, 
vou parecer distante e tentar afastar você de mim.
Então, quando isso acontecer,
por favor, seja compreensivo."




terça-feira, 26 de julho de 2011

sábado, 23 de julho de 2011

A Chuva Já Voltou


De tudo o que poderia ser dito escrito nesses dias de inverno, tão incertos, tão imprecisos... "sinto sua falta" são as poucas palavras que me restam escrever de você e para você.

Qualquer outra forma de registrar você, foge de mim.

Repito essas poucas palavras insistentemente, na ilusão que sua ausência se torne presença, e tudo fique bem novamente. Para que eu volte a acreditar em happy ends, fadas, ou qualquer dessas coisas fascinantes que são excluídas de nosso sobreviver contemporâneo, por tudo isso, repito, "sinto sua falta".
Inevitavelmente, sobrevivemos a uma realidade que se impõe apressada diante dos sentimentos, que transforma o necesssário em banal, que afasta as pessoas, que divide  "nós", em eu e você.



P.S.: A chuva já voltou e você ainda não está aqui.



Continuando... Depois da Chuva


quinta-feira, 21 de julho de 2011

quarta-feira, 20 de julho de 2011

Eu e Você, e Tudo o Que Precisamos


Tudo bem, já é tarde, mas ainda não envelhecemos o suficiente para desacreditarmos de tudo, apesar de tudo.
Ainda existe tempo, ele pulsa apressado, implorando pelo nosso querer. Mas para nosso acalanto, ele também sabe esperar. A pressa é apenas uma vaidade, ou virtude talvez , quase como coisa de Deuses entediados.
Sei que já caminhamos por labirintos que confundiram nossos pés, confiamos em caleidoscópios que desfocaram nossa visão, acreditamos em feitiços que apagaram as linhas de nossos contos de fadas particulares... E é por tudo isso, e por todas as outras coisas que encontramos e que também deixamos pelo caminho, é que precisamos de uma coisa apenas: que eu aprenda a te decifrar, meu bem.
Simples assim, é o que precisamos, eu e você.


segunda-feira, 18 de julho de 2011

Esses Dias de Inverno...


São dias frios, cinzas, chuvosos, tristes.
São dias tão clichês, que se tornam perfeitos para se falar da melancolia de nossos desencontros tão reais particulares.
São dias que passam apressados, ansiosos, talvez, também na expectativa que você volte logo.
Já nem sei mais esperar por sinais que nunca chegam, já nem tento decifrar sussuros lançados de forma aleatória, quase banal, que se perdem em presságios covardes ou em divagações silenciosas.
Já cansei de tentar, entre as linhas, encontrar palavras que acalmem meu sentir, que sanem minha aflição, que findem minha espera.

Nesses dias frios... venho tentando, venho esperando, venho cansando.

P.S.: Eu queria tanto conseguir entender você antes do inverno acabar.


domingo, 17 de julho de 2011

sexta-feira, 15 de julho de 2011

sábado, 9 de julho de 2011

O Som do Silêncio


E desse pretérito mais que perfeito, com todas as confusões de modos, tempos, conjugações, tudo o que poderia ter sido, tornou-se fim preciso, exato. Sólido na dor da ausência. Concreto nas lembranças do que quase foram juntos. Real na inércia das palavras não ditas.

Embora ela tenha inúmeras vezes ensaiado a frase "vem comigo", por medo da resposta, preferiu seguir sozinha.
Em silêncio, ele a viu partir, não se permitiu ousar e pedir para que o deixasse ir com ela.

Desejavam a mesma coisa, mas calaram-se.

Ela partiu. Ele permaneceu.

E o som da despedida, foi o som dos passos dela se tornando ausentes.

quinta-feira, 7 de julho de 2011

Erros, Sombras e Ilusões

E no silêncio que o tempo deixou, ficou o pedido de desculpas e a declaração de amor calados em um timbre qualquer.



segunda-feira, 4 de julho de 2011

Pela Falta Que Você Me Faz

E nessas tentativas de te buscar, tantas vezes me perco e outras poucas te encontro.



sábado, 2 de julho de 2011

segunda-feira, 27 de junho de 2011



E assim, vou me perdendo cada vez mais de mim.
Já nem sei por onde caminhar.
Só sei que não é mais possível continuar assim...

Preciso de foco...
Preciso do óbvio...
Preciso do explícito...
Cansei de tentar ler nas entrelinhas.

sexta-feira, 24 de junho de 2011

Depois da Chuva

E agora que a chuva já passou, me permito enxergar as coisas com maior nitidez.

Estranhamente, não me sinto triste. É verdade que sinto falta da ideia de você junto de mim, mas consigo seguir em frente... Não encontro palavras que possam descrever fielmente meu estado de espírito, talvez esperança seja a que mais se aproxima, mas ainda assim, não é suficiente, é uma palavra que apesar de toda sua força semântica, limita meus sentimentos.
Mesmo que você me impeça de saber de você, do seu mundo, das suas coisas. Mesmo que você encontre formas de me afastar cada vez mais de você (afinal, são essas as coisas que você pode controlar), saiba que nada disso, nenhum movimento seu será suficiente para fazer com que eu pare de pensar em você, para fazer com que eu pare de te buscar nos lugares ao meu redor... mas isso você já sabe!

O que você ainda não sabe, é que espero pela próxima chuva, espero que talvez ela possa trazer você de volta para mim.

terça-feira, 21 de junho de 2011

Como um Peter Pan

Ele apareceu quando ela não esperava.
Ela lhe falou de happy ends e Cinderelas.
Ele a ensinou a voar.
Ela viu as fadas de perto e conheceu a Terra do Nunca.

Um ensinou ao outro sobre vida, amor, liberdade, coragem, sonhos...

Ainda assim foi preciso que cada um continuasse seu caminho.
 
Mesmo na ausência, um ainda sente a presença do outro.


segunda-feira, 20 de junho de 2011

Simplesmente, cansei...


Cansei de tentar combater você.
Cansei de tentar entender você.
Cansei de tentar compreender suas atitudes ou até mesmo a falta delas.

Simplesmente, cansei.

Então, só por hoje, me deixa esquecer você.



domingo, 19 de junho de 2011

Quero Tudo Isso

Hoje, luzes, descobertas.
Brigadeiro,  preguiça, domingo.
Pôr-do-sol, você, segredos.
Chuva, lágrimas, sonhos.
Janela, olhares, sorrisos.
Noite, amigos, caleidoscópios.
Música, palavras, projeções.
Lua, eclipses, saudades.
Verão, hortelã, encantamentos.
Café, insônia, livros.
Recomeço, medos, possibilidades.
Família, certezas, abraços.
Retrato, lembranças, cataventos.
Poesia, amor, suspiros.
Nuvem, algodão doce, devaneios.
Silêncio, divagações, amanhãs.
Ausência, reencontros, esquecimentos.


Nos próximos 364 dias quero tudo isso!


quarta-feira, 15 de junho de 2011

A Imagem que Restou do Real

Da sua ausência vem a necessidade de me distrair com qualquer coisa banal. E por agora, me permito olhar aquela última fotografia que restou do que fomos nós.


terça-feira, 14 de junho de 2011

Depois que você se foi...


Ficou o silêncio ensurdecedor de sua ausência.
Ficou o vazio que suas coisas ocupavam.
Ficou a lembrança de sua risada pela casa.
Ficou o porta-retrato sem  foto.
Ficou o fim de tarde sem sua chegada.
Ficou a vontade de você junto de mim.
Ficou a saudade de sua presença.
Ficou a incompreensão de sua partida.
Ficou a ilusão de sua volta.
Ficou o laço desfeito.



Depois que você se foi, ficou tudo ao meu redor, me lembrando que você não está mais aqui.


domingo, 12 de junho de 2011

Simples assim...



Não quero, não preciso, não vou me explicar!
Eu simplesmente preciso de você.

Independente de tudo e qualquer coisa:
das condições climáticas,
da distância geográfica,
da minha ansiedade,
e até mesmo do teu não querer.

Eu simplesmente preciso de você!

quarta-feira, 8 de junho de 2011

Através dos Espelhos

Durante esse último ano, uma aflição esteve presente todos os dias aos seus pensamentos, evidentemente, pensamentos melancólicos. Ela sempre buscou uma expressão, uma palavra, qualquer forma gramatical que pudesse descrever aquela relação... aquele sentir que ela tanto combatia, mas que insistia em continuar ali...

Ilustração: Clésio Robert
"Como um jogo de espelhos" - ela sorriu.

Foi como se mais uma etapa daquela tumultuada relação tivesse chegado ao fim. Agora ela já podia usar a linguagem para descrever a incerteza que a afligiu todo esse tempo.

"Como um jogo de espelhos" - ela repetiu e sorriu mais uma vez - onde se tem dificuldade em saber exatamente onde o objeto (nesse caso ele) refletido nos espelhos, se encontra na realidade...


Ironicamente, ela se sentiu perdida mais uma vez, era como se o espelho jogasse com ela também.

segunda-feira, 6 de junho de 2011

Caminhando Pelo Mundo das Fadas


Foto: Fran Valgas
Escrevo porque é dificil falar.
Escrevo pela incerteza, pela busca, pelo encontro.
Escrevo por ele, por ela, por mim, por você, por todos.
Escrevo por tudo o que está implícito, por tudo o que teima em se esconder nas entrelinhas, por tudo o que ousou e se tornou explícito.
Nesse jogo dos erros/acertos de vivências, sensações, sentimentos, preciso me perder tantas vezes para encontrar o que quero escrever.
Sinto necessidade, cada dia mais, desse movimento das letras formando palavras, das palavras formando frases e das frases se consolidando em textos. Pois somente assim posso me rascunhar, te reinventar, compor outros mundos, construir portos seguros, criar faz-de-contas...
Então, escrevo pelas verdades que inventamos, pelas sensações que experimentamos, pela realidade que almejamos, pelas ilusões que forjamos… Escrevo por tudo o que esperamos, por tudo o que buscamos, por tudo o que acreditamos, por tudo o que projetamos…
Por tudo isso, e sempre mais, escrevo!

Aos que me acompanham, seja de longe ou de perto, muito obrigada, de coração!


domingo, 5 de junho de 2011

Sem Codinomes*


Se foi sem planos, sem mapas, sem celular, sem destino, e conseguiu ser feliz até a próxima esquina...


Bem mais que a placa de "pare", uma cena cotidiana a faz paralisar. A imagem de dois velhinhos caminhando lentos de mãos dadas, deixou-a estática.
Pensou que se ele descobrisse, naquele dia, que ela era o grande amor de sua vida, eles teriam 30, talvez 40 anos juntos, e isso pareceu tão pouco.
Aquela placa de "pare" nunca foi tão significativa, nos outros dias era por segurança que ela parava, mas e hoje?
Ela quis, mais do que isso, ela precisou voltar atrás em sua decisão. Lembrou de tudo que estaria deixando, pensou em seus livros, seus discos, nas pessoas (sempre foi de poucos, mas bons amigos).
Talvez aquela ideia de ganhar o mundo, com uma câmera nas mãos e uma mochila nas costas, não fosse mais tão atrativa assim, concluiu que os sonhos são diferentes em cada época da vida, e que aquilo que estava prestes a fazer, seria uma fuga.
Mesmo com toda a confusão de sentimentos, lembranças e sensações daqueles poucos segundos, ela conseguiu enxergar nítido... percebeu que nada irá impedir que ela continue pensando nele, que ela continue (mesmo negando de todas as maneiras) esperando por ele.

E por tudo isso, resolveu voltar!


* O que não foi dito em Por Um Codinome Beija-Flor


quinta-feira, 2 de junho de 2011

Por Um Codinome Beija-Flor


Para ela: só isso.
Para ele: tudo isso.

Mais uma vez tudo se perdeu. Já não basta arrumar desculpas, tentar entender o desenrolar (ou a inércia) daquilo que nunca deveria ter começado. Por que ela entrou nessa? Nem ela sabe responder.
O fato é que pouco a pouco ela foi percebendo que faltava algo, mas mesmo assim insistiu, foi até onde acreditou ser possível, esperou e doou-se muito mais que em suas relações anteriores.
Sua única decepção é consigo mesma, agora ela simplesmente se culpa por não ter permitido que o "só isso/tudo isso" permanecesse no campo dos sentimentos platônicos. Mas a barreira dos platônicos já foi ultrapassada há muito tempo, nada mais resta, a não ser o fim.
A decisão dessa vez é definitiva, daqueles olhos de ressaca, não saiu nenhuma lágrima, sentia agora uma sensação angustiante de liberdade. Ponderou, mas resolveu deletá-lo de todos os meios possíves de comunicação, e estranhamente, sorriu. Lembrou do horóscopo que havia lido horas atrás e pensou "quanta baboseira!".
E como planejava partir há tempos, arrumou as malas, colocou o pé de comigo-ninguém-pode na rua, ligou para a mãe, abandonou o gato no portão da vizinha, entrou no carro e se foi.
Se foi sem planos, sem mapas, sem celular, sem destino, e conseguiu ser feliz até a próxima esquina...




Efeitos Primários de Sem Codinomes*


terça-feira, 31 de maio de 2011

Ela se foi...


Depois de tanta ausência, tantos desencontros, eles se permitiram mais um encontro. E tudo foi como deveria ser: Perfeito!
Por algumas horas, foram esquecidas as mágoas anteriores e as frustações passadas.
Eles voltaram a ser "nós" novamente, por uma noite apenas e, talvez, pelo tempo necessário.
Eles tinham tanto o que falar um para o outro, mas se calaram. Todos os planos foram refeitos relembrados por ambos, em silêncio.
Mas dessa vez, quem foi embora (como uma medida desesperada de covardia), foi ela.
Ela simplesmente se foi...
E ele nada fez para impedir!

P.S.: Apesar desse ser um dos meus preferidos, talvez pela sua simplicidade, pelo seu tom de incerteza, ou até mesmo pela sua tristeza, sempre considerei que faltava algo nesse texto...

Eis o que faltava:






Efeitos Primários de Das Ironias

domingo, 29 de maio de 2011

Das Ironias


Já faz alguns meses daquele último encontro, daquele dia em que ela se foi, daquele dia em que ele permitiu que ela se fosse.

Todos os dias ela perde o sono, e se pergunta que amargo é esse que ela sente quando percebe que talvez ele não volte.
Todos os dias ele perde o foco, e se questiona que sensação é essa que o faz caminhar lento sem saber por onde ir.

Ela se lamenta por tamanha covardia em não ter se permitido mais uma tentativa.
Ele se culpa por não ter tido coragem de impedir que mais uma vez ela partisse.

Talvez essa relação vá muito além de não poder ou não saber esquecer, eles simplesmente não querem desistir um do outro. Como uma espécie de alienação sentimental, eles precisam lembrar um do outro a cada dia. Eles parecem já estar acostumados a esse silêncio, a essa ausência, a essa certeza de que um dia tudo ficará bem novamente.

Só nos resta saber se é por fraqueza, força ou estupidez, que um ainda espera pelo outro?


Efeitos Secundários de Ela se foi...

segunda-feira, 23 de maio de 2011

As coisas poderiam ser de outro jeito...


Hoje não vou escrever sobre (des)encontros, (des)afetos, paixões... Preciso falar de algo muito mais difícil, pelo simples fato de se tratar de uma relação onde não existem jogos, por se tratar de uma relação ingenuinamente sincera.
Atualmente sou extremamente realizada com a profissão que escolhi. Acredito ser uma das profissões mais gratificantes, se não a mais, apesar de todos os contratempos que se encara ao escolher ser professor em nosso país. Claro que desilusões, cansaço, desânimo fazem parte desse trajeto. Mas na maioria das vezes basta um sorriso sincero, um abraço, um olhar de agradecimento, para que eu tenha certeza de estar no caminho certo, de saber que posso  fazer a diferença na vida de alguém, de estar segura que é isso que quero continuar fazendo. 
O fato é que hoje recebi uma notícia que me deixou muito triste, mesmo entendendo que nada posso fazer, o sentimento de impotência se fez presente. Mais uma vez percebi que o mundo pode sim ser cruel, principalmente com as crianças. Percebi ainda que, muitas vezes, o pouco que fazemos, pode significar muito para quem recebe o gesto. 
As coisas poderiam ser de outro jeito...



sábado, 21 de maio de 2011



Eu queria muito você aqui comigo agora.
Nem que seja por alguns minutos apenas.
Nem que seja para saudarmos o silêncio.
Eu queria muito eu aí com você agora.



sexta-feira, 20 de maio de 2011

Hoje eu só queria te dizer...

Que sinto muito sua falta.
Que ainda penso bastante em  você.
Que continuo buscando explicações para seu silêncio, para sua ausência.
Que te procuro em personagens de filmes e livros, e nas pessoas ao meu redor.
Que viveria/tentaria tudo mais uma vez.
Que mesmo você não pedindo, eu esperaria esperarei por você.
Mas o que posso fazer se certos presságios me paralisam, e impedem qualquer movimento em sua direção.
Hoje eu só queria te dizer isso.



domingo, 15 de maio de 2011

Dos Textos e Vivências

Nos momentos em que decidimos não mais viver pelos ontens, percebemos que nunca é assim tão simples. Como se fosse suficiente colocar ponto final, pular para linha nova, começar um novo parágrafo, e adequar o tempo verbal a nossa necessidade sentimental.
Os tempos em que conjugamos nossos verbos, são tempos de conjungações particulares,  não são assim tão práticos, não são assim tão simples, não seguem nenhuma gramática. Para essas conjugações não existem regras, existem sim, sempre ou quase sempre, exceções. E são dessas exceções que vamos formando nosso passado/presente/futuro com todas as variações possíveis, e algumas vezes, impossíveis.
Os textos sempre podem ser reeditados, recorrigidos, revisados, e até mesmo apagados... Já os sentimentos e vivências, não, apesar das possibilidades infindáveis de ressignificá-los, das possibilidades infinitas de releituras.

sábado, 14 de maio de 2011

Melhor Assim...



Da mesma maneira que sinto necessidade de pedir que você não me procure mais, sinto, na mesma proporção, necessidade de saber de você, de saber das suas coisas.

Tudo parece tão complicado que é melhor assim... manter a distância e nos permitir o silêncio é mais seguro, porém nada indolor.

Me sinto confusa e, ainda sinto vontade de você! Já me livrei das coisas que me lembravam "nós", mas isso não diminuiu em nada minha angústia, minha frustração. Já nem encontro palavras que possam descrever fielmente o que sinto, o que me atormenta ainda mais. 
Me culpo pelo excesso de pensar e pela falta de agir. Ensaio telefonemas que nunca são dados, rascunho e-mails que não são enviados.

Vivo nessa dinâmica constante de te buscar, em que tantas vezes me perco, e outras poucas me encontro...


domingo, 8 de maio de 2011

Ele...


É intenso.
É frágil
É singular.
É ponderado.
Tem uma certa tristeza melancolia em seu olhar... e, talvez por isso mesmo, seja tão vivo!
Tem defeitos que se dissolvem nas qualidades... e, quem sabe por isso também, seja tão real!
É quem eu sempre procurei.
Eu o levaria comigo para qualquer lugar.
Mas agora, ele se foi, e não sei se vai voltar.
Hoje consegui assumir que a ausência dele ainda me perturba.


segunda-feira, 2 de maio de 2011

Dos Prazos Para Recomeçar


Venho me questionando há alguns dias a respeito do prazo de validade dos relacionamentos.  Afinal, os sentimentos são ou não são perecíveis? Sempre acreditei que eles começam da mesma maneira como terminam.  Não é possível sabermos o momento exato de seu  início, nem de seu fim. Se é que existe  fim, pois sempre permanece algo: boas lembranças e, até mesmo mágoas (nesse caso, vai depender da maturidade de quem sofre, saber administrar e entender que um relacionamento é feito por duas pessoas e, jamais, somente uma delas poderá ser a responsável pelo the end).

Mas ainda assim, por que é tão dificil deixar de lado as decepções e frustrações anteriores, mesmo quando estas já superadas, para ceder e, assim, permitir novas possibilidades, novos (re)começos?
Quando evitamos viver algo, sofremos de qualquer jeito! A política do tudo ou nada nunca será suficiente para os casos de amor...

Mesmo que o movimento de (re)começar seja inquietante e aflitivo e, por vezes venha carregado de dúvidas, medos, anseios e receios... Sempre podemos arriscar mais uma vez e outra vez ainda, certo?




Por tudo isso, sempre podemos (re)começar!



sábado, 30 de abril de 2011

Hoje entendi...

Que necessidade é essa minha de querer de todas as formas te fazer sentir culpado pelo nosso fim, pelo meu sofrimento?
Que poder é esse que exerces sobre mim, que me faz ficar alienada do presente?
Por que desde aquele dia, me sinto como um poeta romântico, perdido em uma noite de chuva sem saber por/pra onde ir?
Que mania é essa minha de buscar (res)significar essa sua ausência, esse seu silêncio?

Mas hoje, cansei entendi...

Entendi que o silêncio e a ausência simplesmente explicitam que não existe nada mais a ser dito.
Entendi que se permitirmos os encontros, alguns desencontros ocorrerão.
Entendi que vamos compondo nosso mundo na medida que deixamos outras pessoas fazerem parte dele.
Entendi que em nenhum lugar estarei segura, que a distância não vai mudar, apagar ou transformar o que já foi.



domingo, 24 de abril de 2011

Isso...

Ela: O que será de nós?
Ele: Isso...

"Isso...". Até que um dos dois se canse, será "isso..."! Só nos resta esperar para sabermos quem será o primeiro. Talvez um deles até já tenha se cansado. É verdade que eles se lembrarão com carinho um do outro, por um tempo, talvez pelo resto de suas vidas. Mas será como uma lembrança apenas, como um quase possível que não foi possível, que por motivos que jamais saberemos, nunca chegou a ser algo efetivamente. Claro que "isso..."  não foi o esperado por nenhum deles, não foram essas as expectativas criadas, não foram essas as projeções que um lançou sobre o outro. Mas é o que a vida reservou para eles. Poderia ter sido uma bela história de amor.

sábado, 23 de abril de 2011

sexta-feira, 22 de abril de 2011

Post Scriptum


Engraçado como receber notícias suas me deixou com saudade de mim, pode isso? (e logo quando resolvi me livrar das coisas que me lembravam você, e depois de tanto silêncio.) O "nós" voltou a rondar minha memória. Ainda sinto aquele último abraço. Senti um nó na garganta, mas aguentei firme, não chorei, não vou chorar. Preciso encontrar qualquer coisa que me arranque desse sentimentalismo, desse sofrimento que eu mesmo busquei/busco.

P. S.: Algo mudou?

quarta-feira, 20 de abril de 2011

Biografema(s)

Como já não é mais suficiente acreditar em bruxas, fadas, sapos, príncipes ou outras dessas verdades inventadas... escrevo!
A vida, pode sim, ser contada em forma de romance ou da maneira que bem entendermos.
Tudo é possível no campo do imaginário afetivo.

Seja como e pelo que for! Por mim, por você, por nós. Pelo que foi, pelo que é, pelo que será, pelo movimento, pela inércia, pelos retrocessos.

Por tudo isso, escrevo...
Escrevo hoje, na tentativa de recriar meu ontem e reinventar meu amanhã.



terça-feira, 19 de abril de 2011

Ela sempre soube!

Ela sabe! Que entre todas as coisas que ela vai sentir vontade, saudade, falta, a que mais a perturba é a ideia de não mais ouvir a risada dele (que era para ela como uma espécie de "tudo vai ficar bem!").
Então, quando finalmente ela entender que o fim dessa vez é definitivo, se seguirão noites insones (em vão), tentando descobrir o momento exato em que tudo se perdeu, tentando entender o porquê de tamanha ponderação, e principalmente, por que ele?! Farão parte da sua rotina momentos de isolamento compartilhados com a busca por respostas que nunca chegarão. O "É, as coisas são assim..." é o mais próximo que ela alcançará de uma explicação (que é o mesmo que nada, mas que consolará, por hora).
Por algum tempo a vida externa perderá todo o sentido, os livros e seus pensamentos serão suas duas únicas companhias. Pensará em terapia, fugas, religião, abstinência, renúncias.
E assim, depois de um silêncio inerte, a voz de Frejat, a fará se sentir... curada!


Ela sabe...
Ela sempre soube...  que outras músicas virão.


sábado, 16 de abril de 2011

Das Palavras Nunca Ouvidas

Mesmo quando faltam palavras, ainda assim, sempre sobram sentimentos (expectativas, angústias, culpas, medos, desejos...).
Mas o tempo deles passou e o que precisava (e deveria) impreterivelmente ser dito, ficou transitando só na ideia. De um, do outro, quem sabe dos dois.
Simplesmente sentir não foi suficiente, apesar de essencial! Algumas coisas precisam ser explicitadas, focadas, direcionadas, ditas e principalmente, ouvidas. São as palavras que legitimam o sentir, são as palavras que fazem o outro ter vontade de seguir em frente, de dar o próximo passo, são as palavras que dão retorno e segurança para quem espera por um sinal, por um sinal qualquer.
Das palavras não ditas: "quero você", "preciso de você" ou "gosto de você", que poderiam ter mudado o desfecho de tudo, que poderiam ter sido o início de algo. Essas poucas palavras que nunca foram ouvidas...
Mas agora o tempo deles já passou...



terça-feira, 12 de abril de 2011

Cinderelas de All Star

Leia com atenção!
I - A 3ª Lei de Newton explica que para toda ação haverá sempre uma reação oposta e de igual intensidade. Ou seja, as ações mútuas de dois corpos um sobre o outro são sempre iguais e dirigidas em direções opostas.
II - Duas grandezas são inversamente proporcionais  quando, dobrando uma delas, a outra se reduz para a metade; triplicando uma delas, a outra se reduz para a terça parte... e assim por diante.
III - A idéia central da teoria do caos é que uma pequenina mudança no início de um evento qualquer pode trazer consequências enormes e absolutamente desconhecidas no futuro.


Se você conseguiu estabelecer relação, mesmo que mínima, entre as teorias acima e suas frustações amorosas, ou último romance, e mesmo assim continua... aceite!, você faz parte das seguidoras de Amélie Poulain (você ainda se permiter sonhar, certo?).


Quando se trata das coisas do amor, paixões e outras dessas verdades inventadas pelos homens, deuses, ou seja lá quem foi que inventou tudo isso, as proposições se encaixam perfeitamente! Nesses casos, as reações são sempre em direções contrárias, inversamente proporcionais e na maioria dos casos o estrago é grande, mas nunca permanente. Mesmo parecendo que o mundo vai acabar, ele continua ali rodando naquele infinito, inevitavelmente particular.  Ah, boa notícia: esse infinito particular é sempre provisório! 
E como sempre sobram linhas em branco no nosso querido diário, podemos rascunhar outro conto das bruxas das fadas. Assim, vestimos as fantasias e, como cinderelas contemporâneas que usam All Star, ouvem rock, leem Caio F. e que já entenderam que os contos de fadas são invenções das bruxas más, que aprisonaram os príncipes encantados às páginas dos livros, ainda nos encantamos (por pura ironia)!
(Re)começamos. Não esperamos mais pelo perfeito, buscamos agora o real.


Então, retomamos o caderninho esquecido no fundo de uma gaveta qualquer e (re)escrevemos:
Era uma vez... Era outra vez... Era mais uma vez... Quero começar tudo de novo, e quero começar agora! ...