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quarta-feira, 28 de dezembro de 2011

Palavras Para o Ano Velho


Talvez meus escritos tenham perdido seu significado, pelo menos para você. Mas sempre ficam palavras por serem ditas...

Apesar de me consolar, saber, que estás preso em suas próprias entrelinhas, lamento a crueldade com que o mundo brinda seu sofrimento.




P.S.: Feliz ano velho, Meu Querido!

terça-feira, 14 de junho de 2011

Depois que você se foi...


Ficou o silêncio ensurdecedor de sua ausência.
Ficou o vazio que suas coisas ocupavam.
Ficou a lembrança de sua risada pela casa.
Ficou o porta-retrato sem  foto.
Ficou o fim de tarde sem sua chegada.
Ficou a vontade de você junto de mim.
Ficou a saudade de sua presença.
Ficou a incompreensão de sua partida.
Ficou a ilusão de sua volta.
Ficou o laço desfeito.



Depois que você se foi, ficou tudo ao meu redor, me lembrando que você não está mais aqui.


terça-feira, 31 de maio de 2011

Ela se foi...


Depois de tanta ausência, tantos desencontros, eles se permitiram mais um encontro. E tudo foi como deveria ser: Perfeito!
Por algumas horas, foram esquecidas as mágoas anteriores e as frustações passadas.
Eles voltaram a ser "nós" novamente, por uma noite apenas e, talvez, pelo tempo necessário.
Eles tinham tanto o que falar um para o outro, mas se calaram. Todos os planos foram refeitos relembrados por ambos, em silêncio.
Mas dessa vez, quem foi embora (como uma medida desesperada de covardia), foi ela.
Ela simplesmente se foi...
E ele nada fez para impedir!

P.S.: Apesar desse ser um dos meus preferidos, talvez pela sua simplicidade, pelo seu tom de incerteza, ou até mesmo pela sua tristeza, sempre considerei que faltava algo nesse texto...

Eis o que faltava:






Efeitos Primários de Das Ironias

domingo, 8 de maio de 2011

Ele...


É intenso.
É frágil
É singular.
É ponderado.
Tem uma certa tristeza melancolia em seu olhar... e, talvez por isso mesmo, seja tão vivo!
Tem defeitos que se dissolvem nas qualidades... e, quem sabe por isso também, seja tão real!
É quem eu sempre procurei.
Eu o levaria comigo para qualquer lugar.
Mas agora, ele se foi, e não sei se vai voltar.
Hoje consegui assumir que a ausência dele ainda me perturba.


domingo, 24 de abril de 2011

Isso...

Ela: O que será de nós?
Ele: Isso...

"Isso...". Até que um dos dois se canse, será "isso..."! Só nos resta esperar para sabermos quem será o primeiro. Talvez um deles até já tenha se cansado. É verdade que eles se lembrarão com carinho um do outro, por um tempo, talvez pelo resto de suas vidas. Mas será como uma lembrança apenas, como um quase possível que não foi possível, que por motivos que jamais saberemos, nunca chegou a ser algo efetivamente. Claro que "isso..."  não foi o esperado por nenhum deles, não foram essas as expectativas criadas, não foram essas as projeções que um lançou sobre o outro. Mas é o que a vida reservou para eles. Poderia ter sido uma bela história de amor.

sábado, 23 de abril de 2011

quarta-feira, 20 de abril de 2011

Biografema(s)

Como já não é mais suficiente acreditar em bruxas, fadas, sapos, príncipes ou outras dessas verdades inventadas... escrevo!
A vida, pode sim, ser contada em forma de romance ou da maneira que bem entendermos.
Tudo é possível no campo do imaginário afetivo.

Seja como e pelo que for! Por mim, por você, por nós. Pelo que foi, pelo que é, pelo que será, pelo movimento, pela inércia, pelos retrocessos.

Por tudo isso, escrevo...
Escrevo hoje, na tentativa de recriar meu ontem e reinventar meu amanhã.



terça-feira, 19 de abril de 2011

Ela sempre soube!

Ela sabe! Que entre todas as coisas que ela vai sentir vontade, saudade, falta, a que mais a perturba é a ideia de não mais ouvir a risada dele (que era para ela como uma espécie de "tudo vai ficar bem!").
Então, quando finalmente ela entender que o fim dessa vez é definitivo, se seguirão noites insones (em vão), tentando descobrir o momento exato em que tudo se perdeu, tentando entender o porquê de tamanha ponderação, e principalmente, por que ele?! Farão parte da sua rotina momentos de isolamento compartilhados com a busca por respostas que nunca chegarão. O "É, as coisas são assim..." é o mais próximo que ela alcançará de uma explicação (que é o mesmo que nada, mas que consolará, por hora).
Por algum tempo a vida externa perderá todo o sentido, os livros e seus pensamentos serão suas duas únicas companhias. Pensará em terapia, fugas, religião, abstinência, renúncias.
E assim, depois de um silêncio inerte, a voz de Frejat, a fará se sentir... curada!


Ela sabe...
Ela sempre soube...  que outras músicas virão.


sábado, 16 de abril de 2011

Das Palavras Nunca Ouvidas

Mesmo quando faltam palavras, ainda assim, sempre sobram sentimentos (expectativas, angústias, culpas, medos, desejos...).
Mas o tempo deles passou e o que precisava (e deveria) impreterivelmente ser dito, ficou transitando só na ideia. De um, do outro, quem sabe dos dois.
Simplesmente sentir não foi suficiente, apesar de essencial! Algumas coisas precisam ser explicitadas, focadas, direcionadas, ditas e principalmente, ouvidas. São as palavras que legitimam o sentir, são as palavras que fazem o outro ter vontade de seguir em frente, de dar o próximo passo, são as palavras que dão retorno e segurança para quem espera por um sinal, por um sinal qualquer.
Das palavras não ditas: "quero você", "preciso de você" ou "gosto de você", que poderiam ter mudado o desfecho de tudo, que poderiam ter sido o início de algo. Essas poucas palavras que nunca foram ouvidas...
Mas agora o tempo deles já passou...



quinta-feira, 7 de abril de 2011

Meu Querido,

Resolvi, enfim, mandar notícias! E dessa vez não farei uso do "estou indo e sei que vou melhorar". Não nos falamos há um ano. Estranho escrever para você novamente, apesar de ter ensaiado esse e-mail tantas vezes antes.
Então, me sinto realmente bem!  Estou aprendendo a curtir minha individualidade, quem diria, né?!  Essa minha temporada longe de casa tem me possibilitado isso, tem me ajudado a me sentir mais segura, independente e confiante a cada dia e a cada novo desafio. 
Ainda penso bastante em você, mas de um jeito diferente agora, não mais com aquela saudade angustiante, não mais desejando a sua presença. Penso em você como uma parte da minha vida que fez sentido, e hoje já não faz mais parte, nem sentido, como algo que durou o tempo que precisava.
Só agora consigo entender que o futuro nunca fez parte dos  planos que você tinha em relação a nós, você sempre foi pelo hoje. Poderíamos ser perfeitos um para o outro em quase todas as outras coisas, mas não nisso, eu precisava planejar cada amanhã, cada próxima semana, cada mês seguinte e você nunca teve essa necessidade. Era como se vivêssemos/conjugássemos o mesmo verbo, mas em tempos diferentes. Já não procuro mais respostas ou explicações.
Apesar de ainda pensar em você, tenho dificuldade, cada dia mais, de lembrar com nitidez como é/era seu rosto. Lembro de uma maneira abstrata, não sei explicar, ele parece que se deforma ou enfraquece a cada relembrar.
Tenho conhecido pessoas inteligentes e interessantes por aqui, mas nenhum delas com o defeito necessário, nenhuma delas com algum jeito que lembre seu jeito de ser, nenhuma delas com a sua intensidade, nenhuma delas com o mistério que você sempre causou em mim, mesmo depois de anos de convívio.
Caminho pelas ruas com uma paz e traquilidade que não seria possível aí, pois sei que não encontrarei com você na próxima esquina, nem passarei por nenhum local que me traga recordações ou encontrarei com alguém que insista em tentar me consolar dizendo como éramos perfeitos juntos... 
Ter me afastado de tudo e todos me fez muito bem, só sei que estou melhor que ontem, e por hoje isso basta.
Estou tentando compor um mundo só meu!
Espero que esteja tudo bem com você!

Divido com você, mais um vez, o pôr do sol.

Sempre sua,
R.


P.S.: Voltei a me reconhecer no espelho.
      Estou me cuidando, e finalmente parei de fumar.



sábado, 2 de abril de 2011

Da despedida

Ele: ...
(Eu nunca consegui lembrar exatamente quais foram as palavras usadas por ele para o  início do nosso fim.)
Eu: Então é isso!? Chegamos ao fim...
(Quis de todo jeito pedir para que ele ficasse, mas não o fiz. Teria adiandato, teria mudado algo?)
Ele: É... Você vai ficar bem?
Eu: Vou!

Esse foi nosso diálogo, nosso diálogo da despedida... simples assim.
Ele me deu um abraço, desses bem apertados, que chegam a sufocar, pediu para que eu me cuidasse e parasse de fumar.
Estas foram as últimas palavras que ouvi dele. 
Na hora da partida, deu uma última olhada em volta, sorriu meio sem jeito, e nesse exato momento tive a impressão que ele diria para esquecermos as poucas palavras ditas instantes antes...

Mas ele se foi.

É incrível o fato de vivermos na mesma cidade e não nos encontrarmos.
Vi o carro dele uma única vez.
Sonhei com ele pela primeira vez, desde nossa despedida, na noite passada (o que me fez acordar as 4h da manhã e não conseguir mais dormir também me fez escrever esse texto).
Ele continua bloqueado em meu MSN desde aquele dia 3 de abril de 2010, apesar dele nunca mais ter ficado online.

O que ele não sabe, foi que fiquei bem, alguns dias depois (antes do que todos poderiam supor) fiquei bem. Entendi que todo aquele choro não faria ele voltar, não traria nosso mundo de volta.
O que ele também não sabe, foi que o que me fez ficar bem, foram as recordações: as fotos que insisto em ver e ter sempre ao meu alcance; os recados escritos às pressas por um ou outro e deixados presos à porta da geladeira que ainda guardo; que aquela camisa xadrez dele, que escondi no dia em que ele foi embora, para que ele não a levasse, ainda tenho; que nos dias de chuva revejo Amélie Poulain (primeiro presente que ele me deu), lembro ainda que esses dias de chuva eram os nossos preferidos; que aquele CD do Pearl Jam que eu adorava (e que sei que ele esqueceu de propósito), nunca mais consegui ouvir, ouço as músicas, mas não aquele CD!
O que ele nunca vai saber foi que hoje bateu saudade, saudade até das nossas brigas, que eram sempre bobas... Como do dia em que ele me disse que O Pequeno Príncipe era um livro bobo e infantil, ou quando reclamei daquele piercing na sobrancelha que ele insistia em usar e eu achava horrível, ou quando eu queria ouvir Los Hermanos e ele ACDC, quando eu queria comer comida mexicana e ele comida chinesa, ou como no dia em que eu queria assistir Mensagem Pra Você, ele um programa sobre futebol e acabamos assistindo Shrek e rindo muito.
Senti saudade, mas não tristeza.

Faz um ano amanhã. 
A camisa xadrez ainda guarda o cheiro dele.
Coloquei aquele CD para tocar agora!
P.S. "Of what was everything?"


domingo, 27 de março de 2011

Pelos olhos de Capitu

Descobri a literatura no final do ensino médio, com aquela história de leitura obrigatória para o vestibular. Bem, o fato é que, entre todas as 10 obras que me propus ler espontaneamente, a primeira escolhida foi Dom Casmurro, por acreditar ser a mais chata de todas. Quanta ignorância! Já nas primeiras páginas me encantei com o estilo e todo aquele jogo que, com exclusiva maestria, Machado faz com o leitor.
Porém, um fato específico e real, fez com que eu me identificasse com a personagem com olhos de ressaca. Alguns meses antes de ler a obra, tinha perdido um querido amigo e nessa época mantinha uma paixão quase platônica por outro amigo que tinhamos em comum (é... amores platônicos são minha sina). Assim, no trecho em que Capitu chora a morte de Escobar, chorei junto, pois naquele momento, sofria pela perda do amigo e pela dor que minha paixão também sentia.
Mas a vida continua, certo?! Algum tempo depois a paixão foi esquecida, do amigo ficaram recordações e saudades, mas Machado permanece para mim como o grande nome da literatura e Capitu, como minha personagem favorita, minha primeira identificação com as páginas de um livro.


 


Pelo Sempre!

Ah, os abraços coletivos...




Quando os abraços são coletivos, as palavras são desnecessárias!

Por vocês, meninas!

segunda-feira, 21 de março de 2011

Somos da época em que as pessoas escreviam cartas e se telefonavam!

Sempre preferi usar a expressão bom amigo, no lugar de melhor amigo. A palavra "melhor" me remetia, e ainda remete, a ideia de algo passageiro, que pode mudar de repente ou simplesmente deixar de ser. Essa foto é de 96, éramos uma turma que sabiamos nos divertir, éramos felizes, jovens, ainda não sabiamos muito bem o que queriamos ser, nem tinhamos ideia do que nos tornariamos. O dinheiro era curto, não tinhamos carros... mas nem por isso perdiamos a diversão. Tinhamos uns aos outros, (e sabíamos disso), para brigar, apoiar, defender..., fazer o que bons amigos fazem. Tinhamos dois pontos de encontros basicamente: o shopping, na época só existia o beira-mar, onde passávamos as tardes de sábado, e outros dias também, sentados na praça de alimentação bebendo chopp e fumando marlboro vermelho, falando uns dos outros (mal algumas vezes). Nessas tardes de sábado programávamos também nossas noites de sábado, que eram sempre no mesmo lugar: "Octopus Cave", melhor casa noturna da época, porque estavamos lá, é claro. No domingo de tarde, voltávamos ao shopping, dessa vez para comentar tudo, tim-tim por tim-tim o que tinha acontecido na noite anterior, não escapava nenhum detalhe, é claro que não mudava muita coisa de uma semana para outra, mas não podiamos perder nenhum motivo para mais um encontro. E foi assim que entre risos, lágrimas, foras e cutucões, crescemos e cada um seguiu seu caminho, nada mais natural! Hoje, quando acontece de alguns de nós conseguirmos nos encontrar, vixe!, são tantas mémorias: "lembra disso?", "lembra daquilo?", "e aquele lá, como é mesmo o nome?", "sabe quem eu encontrei um dia desses?", e nesse exato momento a saudade se faz ausente e por alguns instantes voltamos a ser NÓS novamente, e isso consola por um tempo... mas nunca o suficiente!
Seja como for, mais de uma década passou e vocês continuam sendo meus bons, meus grandes amigos. (Ops! Quase usei "melhores" sem querer.)
Um fato curioso é que ainda não existiam as redes socias e, as máquinas digitais ainda não eram populares, e isso era PERFEITO! Ironicamente, as coisas pareciam mais fáceis ou pelo menos mais reais, precisávamos esperar as fotos serem reveladas, escreviamos cartas, bilhetes, mandavamos cartões, nos telefonávamos e, éramos imensamente felizes com nossas vidas de jovens e com a responsabilidade que nos cabia: sermos nós mesmos!, e digo sem modéstia alguma, que éramos muito bons nisso!

Post dedicado a todos os que dividiram essas tardes e noites comigo... e especialmente ao nosso Billy (da foto acima), que muita saudade deixou, mas que teve que partir.
Saudade imensa!