sexta-feira, 27 de julho de 2012

Como Alice e Seu Espelho


Algumas palavras simplesmente precisam ser ditas escritas, mesmo que nunca compreendidas, ou até mesmo lidas... talvez esse seja o real encanto do mundo das letras: aleatoriamente juntamos os fragmentos e escrevemos.
São assim, sem pretensão e sem culpa, as poucas linhas que algumas vezes dedico a ti, mas que sempre acabam falando de mim.

Entendo o ato de escrever como um momento solitário, de melancólica cumplicidade singular entre escritura e escritor, onde estes se misturam, se camuflam, se confundem. Entre tantas linhas e por entre as linhas, já quis ser a Rainha Vermelha, invejei a sabedoria da Lagarta Azul, mas sempre termino querendo ver através do espelho, como desejou Alice. A diferença é que uso as palavras como refletores de mim mesma... Talvez ainda seja a menina curiosa, solitária e confusa, mas que não mais se contenta em ficar inerte.

Assim, por esse momento, apesar de aceitar que pelas palavras, nos movimentamos por onde desejarmos, quero mais, preciso ir além e ver tudo que existe atrás do espelho.

Ou seria melhor não dizer nada?


"Então eu não estava sonhando, afinal de contas, a menos... a menos que sejamos todos parte do mesmo sonho. Só espero que o meu sonho seja meu, e não do Rei Vermelho! Não gosto de pertencer ao sonho de outra pessoa."


Texto publicado originariamente em 21 de outubro de 2011.



segunda-feira, 23 de julho de 2012

Vaidade


o silêncio sempre nos vestiu bem...


(ando sem tempo para as lágrimas.)



domingo, 22 de julho de 2012

À Espera de Novos Dias


Aquele sofá vermelho... esse poderia ser o titulo do nosso meu romance.
Tenho lembranças e saudades, já te escrevi contando isso.
Sei dos teus problemas, e das tuas fugas. Conheço teus medos e receios.
Ainda lamento o abismo que construíste entre nós, e que só aumenta a cada tentativa minha de aproximação.

Por hoje isso é tudo, nunca mais consegui encontrar as palavras certas...

P.S.: Quantas palavras cabem dentro do silêncio?

quarta-feira, 18 de julho de 2012

Incertezas


Brindo a tua ausência com a minha solidão; Sonho a tua presença e acordo só. 
Do papel branco forjo outras ilusões porque não sei como dizer que meus olhos ainda te procuram.
Já não sei por onde caminhar, perdi-me naquele último adeus, afastei-me do caminho mais simples...



(são duas horas da madrugada e do escuro do quarto ainda ouço a vida  acontecendo lá fora.)



terça-feira, 3 de julho de 2012

Amanhecer


desenhei poesia com a saudade empoeirada... revi retratos antigos e cantei desafinado canções nossas de outrora... percorri descalço o caminho de teus passos na despedida... rasguei cartas e dedicatórias esquecidas no canto do nosso quarto... tentei desfazer-me das ilusões... amaldiçoei seu silêncio e escondi minhas lágrimas...

velei a insônia com cigarros, prantos e blues...  assim, amanheci.


segunda-feira, 2 de julho de 2012

As 16 Luas de Júpiter


É com imenso esforço que te escrevo.

Ainda busco formas literárias de falar de você, o que tem se tornado cada dia mais difícil, mas eu insisto. Agora entendo como se sentia Clarice ou Caio ao lançarem palavras sobre o branco do papel... Vejo minhas palavras tornando-se dor física, concreta na ausência, findada na ilusão... Tento tocar as lembranças, mas a realidade apressadamente brinda meus pensamentos com a solidão...

Só preciso ouvir sua voz mais uma vez.


domingo, 1 de julho de 2012