domingo, 2 de dezembro de 2012

ImPerfeições

Mais uma vez o fim passava à sua frente, e ela nada podia fazer. Quis escrever sobre a chuva, mas passou a madrugada em claro olhando o relógio, acendendo cigarros, caminhando em círculos...
A única luz que clareava o quarto era dos faróis dos carros... perdida naquele quase breu, ela chorou. 

Por fim, esqueceu a saudade e o silêncio. 

Adormeceu.

 (A vida continuava acontecendo lá fora.)

quarta-feira, 7 de novembro de 2012

domingo, 4 de novembro de 2012

quarta-feira, 24 de outubro de 2012

Ainda Podemos Acreditar Na Poesia

 
 
 

Um amor que vai ser usado por outras pessoas, um amor que não foi utilizado porque não foi correspondido,
 e então ele fica ímpar, pairando...
Esperando que alguém o apanhe e complete a sua função de amor.
 
Chico Buarque
 
 

quinta-feira, 18 de outubro de 2012

domingo, 14 de outubro de 2012

Escrever



...quando tomei posse da vontade de escrever, vi-me de repente num vácuo. E nesse vácuo não havia quem pudesse me ajudar.
Eu tinha que eu mesma me erguer de um nada, tinha eu mesma que me entender, eu mesma inventar por assim dizer a minha verdade. Comecei, e nem sequer era pelo começo. Os papéis se juntavam um ao outro - o sentido se contradizia, o desespero de não poder era um obstáculo a mais para realmente não poder. A história interminável que então comecei a escrever...
E tudo era feito em tal segredo. Eu não contava a ninguém, vivia aquela dor sozinha. Uma coisa eu já adivinhava: era preciso tentar escrever sempre, não esperar por um momento melhor porque este simplesmente não vinha. Escrever sempre me foi difícil, embora tivesse partido do que se chama vocação. Vocação é diferente de talento. Pode-se ter vocação e não ter talento, istó é, pode-se ser chamado e não saber como ir.

Clarice Lispector


domingo, 7 de outubro de 2012

sexta-feira, 5 de outubro de 2012

O Vento Me Contou Um Segredo

 
 

 
(Segredo: O que há de mais escondido; o que se oculta à vista, ao conhecimento. O que a ninguém deve ser dito; que é secreto; confidência. O sentido oculto de algo...)
 

terça-feira, 2 de outubro de 2012

Ódio?

 
 
Ódio por Ele? Não... Se o amei tanto,
Se tanto bem lhe quis no meu passado,
Se o encontrei depois de o ter sonhado,
Se à vida assim roubei todo o encanto,

Que importa se mentiu? E se hoje o pranto
Turva o meu triste olhar, marmorizado,
Olhar de monja, trágico, gelado
Como um soturno e enorme Campo Santo!

Nunca mais o amar já é bastante!
Quero senti-lo doutra, bem distante,
Como se fora meu, calma e serena!

Ódio seria em mim saudade infinda,
Mágoa de o ter perdido, amor ainda!
Ódio por Ele? Não... não vale a pena...

Florbela Espanca
 
 

 

quinta-feira, 27 de setembro de 2012

Não Sei Quantas Almas Tenho

 
Não sei quantas almas tenho.
Cada momento mudei.
Continuamente me estranho.
Nunca me vi nem acabei.
De tanto ser, só tenho alma.
Quem tem alma não tem calma.
Quem vê é só o que vê,
Quem sente não é quem é,
Atento ao que sou e vejo,
Torno-me eles e não eu.
Cada meu sonho ou desejo
É do que nasce e não meu.
Sou minha própria paisagem;
Assisto à minha passagem,
Diverso, móbil e só,
Não sei sentir-me onde estou.
Por isso, alheio, vou lendo
Como páginas, meu ser.
O que segue não prevendo,
O que passou a esquecer.
Noto à margem do que li
O que julguei que senti.
Releio e digo : "Fui eu ?"
Deus sabe, porque o escreveu.
 
Fernando Pessoa
 


terça-feira, 18 de setembro de 2012

Nostalgia

perdi meus versos...

e escrevo agora desordenado na ilusão de despir-me dos velhos sentimentos.
em vão, reluto, e tento esconder a saudade.
lamento os dias de sol e a alegria de anônimos.
relembro suas promessas e volto a culpar o mundo pelo meu sofrimento.

é noite e a chuva me faz companhia.



P.S.: quando a saudade para de doer?


terça-feira, 11 de setembro de 2012

À Espera de Outros Ventos

em uma dessas madrugadas,
 entre cigarros e devaneios,
 encontrei algumas palavras perdidas...

 
 
"somos a combinação perfeita entre música e poesia.
somos a paz exclusiva que o outro procura.
gosto do jeito que transitamos um no silêncio do outro.
parece complexo, mas é simples..."



 

quinta-feira, 23 de agosto de 2012

Despedida

Não encontro mais as palavras certas, mas também, tampouco as tenho procurado. As que ficaram, fizeram parte de uma história, por assim dizer, por isso as deixo aqui, sem alterações, fiéis aos seus sentidos, reais as suas ilusões e pretensões. Ficam então, estas velhas palavras em seus devidos lugares.
 
Enfim, entendi que é hora de seguir. Aos que me acompanharam, meu carinho sincero.
Beta.

Foto: Paula Batista
 
 P.S.: Sequei minhas lágrimas e meu caminho pareceu-me muito mais poético.
 

domingo, 12 de agosto de 2012

Cinderelas de All Star


Leia com atenção!

I - A 3ª Lei de Newton explica que para toda ação haverá sempre uma reação oposta e de igual intensidade. Ou seja, as ações mútuas de dois corpos um sobre o outro são sempre iguais e dirigidas em direções opostas.
II - Duas grandezas são inversamente proporcionais  quando, dobrando uma delas, a outra se reduz para a metade; triplicando uma delas, a outra se reduz para a terça parte... e assim por diante.
III - A idéia central da teoria do caos é que uma pequenina mudança no início de um evento qualquer pode trazer consequências enormes e absolutamente desconhecidas no futuro.

Se você conseguiu estabelecer relação, mesmo que mínima, entre as teorias acima e suas frustações amorosas, ou último romance, e mesmo assim continua... aceite!, você faz parte das seguidoras de Amélie Poulain (você ainda se permiter sonhar, certo?!).

Quando se trata das coisas do amor, paixões e outras dessas verdades inventadas pelos homens, deuses, ou seja lá quem foi que inventou tudo isso, as proposições se encaixam perfeitamente! Nesses casos, as reações são sempre em direções contrárias, inversamente proporcionais e na maioria dos casos o estrago é grande, mas nunca permanente. Mesmo parecendo que o mundo vai acabar, ele continua ali rodando naquele infinito, inevitavelmente particular.  Ah, boa notícia: esse infinito particular é sempre provisório! 
E como sempre sobram linhas em branco no nosso querido diário, podemos rascunhar outro conto das bruxas das fadas. Assim, vestimos as fantasias e, como cinderelas contemporâneas que usam All Star, ouvem rock, leem Caio F. e que já entenderam que os contos de fadas são invenções das bruxas más, que aprisonaram os príncipes encantados às páginas dos livros, ainda nos encantamos (por pura ironia)!
(Re)começamos. Não esperamos mais pelo perfeito, buscamos agora o real.


Então, retomamos o caderninho esquecido no fundo de uma gaveta qualquer e (re)escrevemos:
Era uma vez... Era outra vez... Era mais uma vez... Quero começar tudo de novo, e quero começar agora!


sexta-feira, 27 de julho de 2012

Como Alice e Seu Espelho


Algumas palavras simplesmente precisam ser ditas escritas, mesmo que nunca compreendidas, ou até mesmo lidas... talvez esse seja o real encanto do mundo das letras: aleatoriamente juntamos os fragmentos e escrevemos.
São assim, sem pretensão e sem culpa, as poucas linhas que algumas vezes dedico a ti, mas que sempre acabam falando de mim.

Entendo o ato de escrever como um momento solitário, de melancólica cumplicidade singular entre escritura e escritor, onde estes se misturam, se camuflam, se confundem. Entre tantas linhas e por entre as linhas, já quis ser a Rainha Vermelha, invejei a sabedoria da Lagarta Azul, mas sempre termino querendo ver através do espelho, como desejou Alice. A diferença é que uso as palavras como refletores de mim mesma... Talvez ainda seja a menina curiosa, solitária e confusa, mas que não mais se contenta em ficar inerte.

Assim, por esse momento, apesar de aceitar que pelas palavras, nos movimentamos por onde desejarmos, quero mais, preciso ir além e ver tudo que existe atrás do espelho.

Ou seria melhor não dizer nada?


"Então eu não estava sonhando, afinal de contas, a menos... a menos que sejamos todos parte do mesmo sonho. Só espero que o meu sonho seja meu, e não do Rei Vermelho! Não gosto de pertencer ao sonho de outra pessoa."


Texto publicado originariamente em 21 de outubro de 2011.



segunda-feira, 23 de julho de 2012

Vaidade


o silêncio sempre nos vestiu bem...


(ando sem tempo para as lágrimas.)



domingo, 22 de julho de 2012

À Espera de Novos Dias


Aquele sofá vermelho... esse poderia ser o titulo do nosso meu romance.
Tenho lembranças e saudades, já te escrevi contando isso.
Sei dos teus problemas, e das tuas fugas. Conheço teus medos e receios.
Ainda lamento o abismo que construíste entre nós, e que só aumenta a cada tentativa minha de aproximação.

Por hoje isso é tudo, nunca mais consegui encontrar as palavras certas...

P.S.: Quantas palavras cabem dentro do silêncio?

quarta-feira, 18 de julho de 2012

Incertezas


Brindo a tua ausência com a minha solidão; Sonho a tua presença e acordo só. 
Do papel branco forjo outras ilusões porque não sei como dizer que meus olhos ainda te procuram.
Já não sei por onde caminhar, perdi-me naquele último adeus, afastei-me do caminho mais simples...



(são duas horas da madrugada e do escuro do quarto ainda ouço a vida  acontecendo lá fora.)



terça-feira, 3 de julho de 2012

Amanhecer


desenhei poesia com a saudade empoeirada... revi retratos antigos e cantei desafinado canções nossas de outrora... percorri descalço o caminho de teus passos na despedida... rasguei cartas e dedicatórias esquecidas no canto do nosso quarto... tentei desfazer-me das ilusões... amaldiçoei seu silêncio e escondi minhas lágrimas...

velei a insônia com cigarros, prantos e blues...  assim, amanheci.


segunda-feira, 2 de julho de 2012

As 16 Luas de Júpiter


É com imenso esforço que te escrevo.

Ainda busco formas literárias de falar de você, o que tem se tornado cada dia mais difícil, mas eu insisto. Agora entendo como se sentia Clarice ou Caio ao lançarem palavras sobre o branco do papel... Vejo minhas palavras tornando-se dor física, concreta na ausência, findada na ilusão... Tento tocar as lembranças, mas a realidade apressadamente brinda meus pensamentos com a solidão...

Só preciso ouvir sua voz mais uma vez.


domingo, 1 de julho de 2012

terça-feira, 26 de junho de 2012

segunda-feira, 25 de junho de 2012

terça-feira, 12 de junho de 2012

Moldura Envelhecida


preciso sentir cheiro de livro novo.
(cansei de tentar decifrar suas entrelinhas.)



sexta-feira, 1 de junho de 2012

Como o Refrão de Um Bolero


eu quero contar histórias de amor.
mesmo que tristes...
mesmo que incompletas...




(mesmo que seja a nossa história.)


terça-feira, 22 de maio de 2012

Hoje eu só queria te dizer...

Que sinto muito sua falta.
Que ainda penso bastante em  você.
Que continuo buscando explicações para seu silêncio, para sua ausência.
Que te procuro em personagens de filmes e livros, e nas pessoas ao meu redor.
Que viveria/tentaria tudo mais uma vez.
Que mesmo você não pedindo, eu esperaria esperarei por você.
Mas o que posso fazer se certos presságios me paralisam, e impedem qualquer movimento em sua direção.
Hoje eu só queria te dizer isso.





terça-feira, 15 de maio de 2012

Outros Passos...

e no caminho palavras mudas me observam...


palavras mudas que querem contar histórias de amor.


domingo, 13 de maio de 2012

Sem Tristeza


é, querido, percebi que não teremos happy end e, estranhamente, me sinto livre. 


amanhã de manhã não terei mais saudades tuas...



p.s.: já podes retirar a venda de teus olhos.


terça-feira, 8 de maio de 2012

Sobre o Inverno, a Chuva e a Saudade

Então tá combinado, guardemos nossas lágrimas de amor para uma outra estação.



Porque até mesmo as ilusões que inventamos foram verdadeiras.





domingo, 6 de maio de 2012

Hora da Partida Anunciada



E foi assim, por um piscar de olhos, que nos perdemos de nós mesmos.
Já não lamento nossos tantos desencontros. Eu procurava amor, enquanto desejavas liberdade. 


Quando nos encontrarmos novamente, simplesmente sorria. Como desaprendi a decifrar teu silêncio, dispenso então tuas palavras.


Momentaneamente, despeço-me de ti, de nós. 


P.S.: Não me pergunte por que, ainda vejo beleza em seu sorriso.


segunda-feira, 30 de abril de 2012

segunda-feira, 23 de abril de 2012

domingo, 22 de abril de 2012

sexta-feira, 20 de abril de 2012

Janela Particular



e agora que escureceu, lembras do som de minhas últimas palavras?




P.S.: existe sempre alguém que esqueceu de partir.


terça-feira, 17 de abril de 2012

Subterfúgio



...por pura vaidade eu ainda quero acreditar que seus braços são o melhor lugar do mundo.



sábado, 14 de abril de 2012

Determinismos

eu tentei esconder minhas palavras...



mas a vida vai acontecendo todos os dias,
e os caminhos se auto-desenham com ilusões, sombras e sonhos.


sexta-feira, 13 de abril de 2012

Emoções Intuitivas


...
e lá estão os sonhos,
destruindo a realidade novamente.




(assim reinvento o que já existe.)

terça-feira, 10 de abril de 2012



agora que (re)coloquei meus pés no chão,
a chuva veio brindar minha solidão.




P.S.: não te reconheço mais em meus escritos.


sábado, 7 de abril de 2012

Projeções

E foi assim, em uma tarde fria de julho, que eles se perderam.
Talvez, ele tenha ficado muito tempo ali, parado à sombra de tudo, tentando não pensar, afastando toda distração, escutando o silêncio, perdido em seus próprios sentimentos, desejando qualquer presságio... mas nada aconteceu, e ele partiu.



terça-feira, 3 de abril de 2012

segunda-feira, 2 de abril de 2012

terça-feira, 27 de março de 2012

Amor Grand Hotel


Olhou-me como nunca havia feito antes. Aquele olhar paralisou-me, ensurdeceu-me, não foi preciso nenhuma palavra, nenhum gesto... naquele momento percebi, era o fim. Ele partiu sem palavras, sem despedida, sem lágrimas. E assim, entre cigarros e lamentos, amanheci com os sonhos desfeitos. Restaram-me os retratos, a saudade e a solidão.


Ainda reconheço seu cheiro pela casa, sinto sua risada nas noites de insônia, procuro seu vulto na multidão.

P.S.: Tenho caminhado sem saber por onde ir.


segunda-feira, 26 de março de 2012

A solidão desola-me; a companhia oprime-me. 
A presença de outra pessoa descaminha-me os pensamentos; sonho a sua presença com uma distracção especial, que toda a minha atenção analítica não consegue definir.

Fernando Pessoa



quarta-feira, 21 de março de 2012

domingo, 18 de março de 2012

De Braços Abertos

- Você lê muito, não lê?
- Muito...
- Por quê?
- Porque a ficção é sempre mais interessante que a realidade.
- Mesmo esta realidade?
- Esta realidade já, já, vai virar abóbora. É quase meia-noite, e eu preciso voar.



Maria Adelaide Amaral




quarta-feira, 7 de março de 2012

sexta-feira, 24 de fevereiro de 2012

quarta-feira, 22 de fevereiro de 2012

segunda-feira, 20 de fevereiro de 2012

quinta-feira, 16 de fevereiro de 2012

Juntas, somos fortes!

Somos três irmãs. Nessa relação de mais de três décadas de conflitos, erros, acertos, perdas, ganhos, risadas, lágrimas, sabemos que podemos, e devemos, contar umas com as outras (sem dúvida, essa é a grande lição que nossos pais conseguiram nos ensinar). Possuímos temperamentos diferentes, estilos diversificados e maneiras distintas de ver o mundo e lidar com os problemas que a vida nos impõem.
Nos admiramos, nos apoiamos, e como em qualquer relação incondicional de confiança, algumas vezes apenas nos suportamos, mas continuamos por perto.


Por tudo isso é que...



juntas, somos fortes!



quarta-feira, 15 de fevereiro de 2012

quarta-feira, 8 de fevereiro de 2012

domingo, 5 de fevereiro de 2012

Água Viva

...
Fui ao encontro de mim.
Calma, alegre, plenitude sem fulminação. 
Simplesmente eu sou eu. E você é você. 
É vasto, vai durar.
O que te escrevo é um "isto".

Não vai parar: continua.
Olha para mim e me ama. 

Não: tu olhas para ti e te amas.
É o que está certo.
O que te escrevo continua e estou enfeitiçada.


Clarice Lispector




segunda-feira, 30 de janeiro de 2012

Como Uma Canção de Espera



Agora que você se foi, lembro de você chegar, beijar minha testa, comentar do dia quente, da música que tocou no rádio, da saudade que bateu no final do dia...
Depois que você se foi, sinto falta de reclamar do seu cabelo bagunçado, da mensagem que você não respondeu, contar do livro que li, falar da saudade que ainda sinto...


Mas quando você voltar, quero te dizer de todas as vezes que procurei seu olhar, que senti seu cheiro, que busquei sua risada, que desejei sua voz... E sem que você diga nada... saberemos que toda a nossa espera não foi em vão.







quarta-feira, 25 de janeiro de 2012

Mais Uma Canção


queria te falar tanta coisa...

(sobre aquela música velha...sobre aquele livro novo...da receita que aprendi...da vida que segue apressada...)

de um apanhado de coisas que vivi descobri.





P.S.: sempre resta uma canção...




segunda-feira, 23 de janeiro de 2012

domingo, 22 de janeiro de 2012

Palavras Roubadas



Às vezes me lembro dele. Sem rancor, sem saudade, sem tristeza. Sem nenhum sentimento especial a não ser a certeza de que, afinal, o tempo passou. Nunca mais o vi, depois que foi embora. Nunca nos escrevemos. Não havia mesmo o que dizer. Ou havia? Ah, como não sei responder as minhas próprias perguntas! É possível que, no fundo, sempre restem algumas coisas para serem ditas. É possível também que o afastamento total só aconteça quando não mais restam essas coisas e a gente continua a buscar, a investigar — e principalmente a fingir. Fingir que encontra. Acho que, se tornasse a vê-lo, custaria a reconhecê-lo.



Caio F.


quinta-feira, 19 de janeiro de 2012



triste e intenso...
(como ausência de silêncio)
é assim que lembrarei de você...



quinta-feira, 12 de janeiro de 2012

Saudades Tuas


Hoje pensei em ti. Apesar das cores da vida que me distraem nesse meu caminhar apressado entre os dias. Apesar do barulho som das coisas vivas que tentam arrancar meus pensamentos de ti.

Hoje lembrei dos segredos não revelados, dos sonhos não compartilhados, dos medos não assumidos.

Hoje pensei em ti.