segunda-feira, 27 de junho de 2011



E assim, vou me perdendo cada vez mais de mim.
Já nem sei por onde caminhar.
Só sei que não é mais possível continuar assim...

Preciso de foco...
Preciso do óbvio...
Preciso do explícito...
Cansei de tentar ler nas entrelinhas.

sexta-feira, 24 de junho de 2011

Depois da Chuva

E agora que a chuva já passou, me permito enxergar as coisas com maior nitidez.

Estranhamente, não me sinto triste. É verdade que sinto falta da ideia de você junto de mim, mas consigo seguir em frente... Não encontro palavras que possam descrever fielmente meu estado de espírito, talvez esperança seja a que mais se aproxima, mas ainda assim, não é suficiente, é uma palavra que apesar de toda sua força semântica, limita meus sentimentos.
Mesmo que você me impeça de saber de você, do seu mundo, das suas coisas. Mesmo que você encontre formas de me afastar cada vez mais de você (afinal, são essas as coisas que você pode controlar), saiba que nada disso, nenhum movimento seu será suficiente para fazer com que eu pare de pensar em você, para fazer com que eu pare de te buscar nos lugares ao meu redor... mas isso você já sabe!

O que você ainda não sabe, é que espero pela próxima chuva, espero que talvez ela possa trazer você de volta para mim.

terça-feira, 21 de junho de 2011

Como um Peter Pan

Ele apareceu quando ela não esperava.
Ela lhe falou de happy ends e Cinderelas.
Ele a ensinou a voar.
Ela viu as fadas de perto e conheceu a Terra do Nunca.

Um ensinou ao outro sobre vida, amor, liberdade, coragem, sonhos...

Ainda assim foi preciso que cada um continuasse seu caminho.
 
Mesmo na ausência, um ainda sente a presença do outro.


segunda-feira, 20 de junho de 2011

Simplesmente, cansei...


Cansei de tentar combater você.
Cansei de tentar entender você.
Cansei de tentar compreender suas atitudes ou até mesmo a falta delas.

Simplesmente, cansei.

Então, só por hoje, me deixa esquecer você.



domingo, 19 de junho de 2011

Quero Tudo Isso

Hoje, luzes, descobertas.
Brigadeiro,  preguiça, domingo.
Pôr-do-sol, você, segredos.
Chuva, lágrimas, sonhos.
Janela, olhares, sorrisos.
Noite, amigos, caleidoscópios.
Música, palavras, projeções.
Lua, eclipses, saudades.
Verão, hortelã, encantamentos.
Café, insônia, livros.
Recomeço, medos, possibilidades.
Família, certezas, abraços.
Retrato, lembranças, cataventos.
Poesia, amor, suspiros.
Nuvem, algodão doce, devaneios.
Silêncio, divagações, amanhãs.
Ausência, reencontros, esquecimentos.


Nos próximos 364 dias quero tudo isso!


quarta-feira, 15 de junho de 2011

A Imagem que Restou do Real

Da sua ausência vem a necessidade de me distrair com qualquer coisa banal. E por agora, me permito olhar aquela última fotografia que restou do que fomos nós.


terça-feira, 14 de junho de 2011

Depois que você se foi...


Ficou o silêncio ensurdecedor de sua ausência.
Ficou o vazio que suas coisas ocupavam.
Ficou a lembrança de sua risada pela casa.
Ficou o porta-retrato sem  foto.
Ficou o fim de tarde sem sua chegada.
Ficou a vontade de você junto de mim.
Ficou a saudade de sua presença.
Ficou a incompreensão de sua partida.
Ficou a ilusão de sua volta.
Ficou o laço desfeito.



Depois que você se foi, ficou tudo ao meu redor, me lembrando que você não está mais aqui.


domingo, 12 de junho de 2011

Simples assim...



Não quero, não preciso, não vou me explicar!
Eu simplesmente preciso de você.

Independente de tudo e qualquer coisa:
das condições climáticas,
da distância geográfica,
da minha ansiedade,
e até mesmo do teu não querer.

Eu simplesmente preciso de você!

quarta-feira, 8 de junho de 2011

Através dos Espelhos

Durante esse último ano, uma aflição esteve presente todos os dias aos seus pensamentos, evidentemente, pensamentos melancólicos. Ela sempre buscou uma expressão, uma palavra, qualquer forma gramatical que pudesse descrever aquela relação... aquele sentir que ela tanto combatia, mas que insistia em continuar ali...

Ilustração: Clésio Robert
"Como um jogo de espelhos" - ela sorriu.

Foi como se mais uma etapa daquela tumultuada relação tivesse chegado ao fim. Agora ela já podia usar a linguagem para descrever a incerteza que a afligiu todo esse tempo.

"Como um jogo de espelhos" - ela repetiu e sorriu mais uma vez - onde se tem dificuldade em saber exatamente onde o objeto (nesse caso ele) refletido nos espelhos, se encontra na realidade...


Ironicamente, ela se sentiu perdida mais uma vez, era como se o espelho jogasse com ela também.

segunda-feira, 6 de junho de 2011

Caminhando Pelo Mundo das Fadas


Foto: Fran Valgas
Escrevo porque é dificil falar.
Escrevo pela incerteza, pela busca, pelo encontro.
Escrevo por ele, por ela, por mim, por você, por todos.
Escrevo por tudo o que está implícito, por tudo o que teima em se esconder nas entrelinhas, por tudo o que ousou e se tornou explícito.
Nesse jogo dos erros/acertos de vivências, sensações, sentimentos, preciso me perder tantas vezes para encontrar o que quero escrever.
Sinto necessidade, cada dia mais, desse movimento das letras formando palavras, das palavras formando frases e das frases se consolidando em textos. Pois somente assim posso me rascunhar, te reinventar, compor outros mundos, construir portos seguros, criar faz-de-contas...
Então, escrevo pelas verdades que inventamos, pelas sensações que experimentamos, pela realidade que almejamos, pelas ilusões que forjamos… Escrevo por tudo o que esperamos, por tudo o que buscamos, por tudo o que acreditamos, por tudo o que projetamos…
Por tudo isso, e sempre mais, escrevo!

Aos que me acompanham, seja de longe ou de perto, muito obrigada, de coração!


domingo, 5 de junho de 2011

Sem Codinomes*


Se foi sem planos, sem mapas, sem celular, sem destino, e conseguiu ser feliz até a próxima esquina...


Bem mais que a placa de "pare", uma cena cotidiana a faz paralisar. A imagem de dois velhinhos caminhando lentos de mãos dadas, deixou-a estática.
Pensou que se ele descobrisse, naquele dia, que ela era o grande amor de sua vida, eles teriam 30, talvez 40 anos juntos, e isso pareceu tão pouco.
Aquela placa de "pare" nunca foi tão significativa, nos outros dias era por segurança que ela parava, mas e hoje?
Ela quis, mais do que isso, ela precisou voltar atrás em sua decisão. Lembrou de tudo que estaria deixando, pensou em seus livros, seus discos, nas pessoas (sempre foi de poucos, mas bons amigos).
Talvez aquela ideia de ganhar o mundo, com uma câmera nas mãos e uma mochila nas costas, não fosse mais tão atrativa assim, concluiu que os sonhos são diferentes em cada época da vida, e que aquilo que estava prestes a fazer, seria uma fuga.
Mesmo com toda a confusão de sentimentos, lembranças e sensações daqueles poucos segundos, ela conseguiu enxergar nítido... percebeu que nada irá impedir que ela continue pensando nele, que ela continue (mesmo negando de todas as maneiras) esperando por ele.

E por tudo isso, resolveu voltar!


* O que não foi dito em Por Um Codinome Beija-Flor


quinta-feira, 2 de junho de 2011

Por Um Codinome Beija-Flor


Para ela: só isso.
Para ele: tudo isso.

Mais uma vez tudo se perdeu. Já não basta arrumar desculpas, tentar entender o desenrolar (ou a inércia) daquilo que nunca deveria ter começado. Por que ela entrou nessa? Nem ela sabe responder.
O fato é que pouco a pouco ela foi percebendo que faltava algo, mas mesmo assim insistiu, foi até onde acreditou ser possível, esperou e doou-se muito mais que em suas relações anteriores.
Sua única decepção é consigo mesma, agora ela simplesmente se culpa por não ter permitido que o "só isso/tudo isso" permanecesse no campo dos sentimentos platônicos. Mas a barreira dos platônicos já foi ultrapassada há muito tempo, nada mais resta, a não ser o fim.
A decisão dessa vez é definitiva, daqueles olhos de ressaca, não saiu nenhuma lágrima, sentia agora uma sensação angustiante de liberdade. Ponderou, mas resolveu deletá-lo de todos os meios possíves de comunicação, e estranhamente, sorriu. Lembrou do horóscopo que havia lido horas atrás e pensou "quanta baboseira!".
E como planejava partir há tempos, arrumou as malas, colocou o pé de comigo-ninguém-pode na rua, ligou para a mãe, abandonou o gato no portão da vizinha, entrou no carro e se foi.
Se foi sem planos, sem mapas, sem celular, sem destino, e conseguiu ser feliz até a próxima esquina...




Efeitos Primários de Sem Codinomes*