São assim, sem pretensão e sem culpa, as poucas linhas que algumas vezes dedico a ti, mas que sempre acabam falando de mim.
Entendo o ato de escrever como um momento solitário, de melancólica cumplicidade singular entre escritura e escritor, onde estes se misturam, se camuflam, se confundem. Entre tantas linhas e por entre as linhas, já quis ser a Rainha Vermelha, invejei a sabedoria da Lagarta Azul, mas sempre termino querendo ver através do espelho, como desejou Alice. A diferença é que uso as palavras como refletores de mim mesma... Talvez ainda seja a menina curiosa, solitária e confusa, mas que não mais se contenta em ficar inerte.
Assim, por esse momento, apesar de aceitar que pelas palavras, nos movimentamos por onde desejarmos, quero mais, preciso ir além e ver tudo que existe atrás do espelho.
Ou seria melhor não dizer nada?
"Então eu não estava sonhando, afinal de contas, a menos... a menos que sejamos todos parte do mesmo sonho. Só espero que o meu sonho seja meu, e não do Rei Vermelho! Não gosto de pertencer ao sonho de outra pessoa."
Texto publicado originariamente em 21 de outubro de 2011.
O último capítulo é sempre o que deixa mais desejos, inclusive o de reler...Não achas?
ResponderExcluirÚltimo respiro de um (ex)anônimo.
Ex-Anônimo,
ResponderExcluirÉ pelo último capítulo que decidimos quais livros serão os de cabeceira e quais serão os esquecidos no fundo da estante.
=)